5 de Julho de 2013 / às 19:14 / 4 anos atrás

Expectativa de mudança em imposto pressiona Usiminas e Braskem

SÃO PAULO, 5 Jul (Reuters) - A expectativa de que o governo reduza imposto de importação para uma série de produtos tem pesado nas ações de empresas como Usiminas, Braskem e Petrobras nesta sexta-feira, que tinham as maiores baixas do Ibovespa.

Nesta sexta-feira, o jornal O Estado de S. Paulo noticiou que o governo deve cortar o imposto de importação para aço, resinas, vidro, painéis de parede, borracha, plásticos, alumínio e outros produtos industriais para ajudar a controlar a inflação.

O Imposto de Importação foi elevado no fim do ano passado para proteger a indústria, mas de acordo com o jornal, devem cair devido a preocupação com a inflação, a atual prioridade do governo.

Às 16h05, as ações preferenciais da Usiminas, maior produtora de aços planos do país despencavam 7,9 por cento, a 6,75 por cento.

O papel da maior petroquímica das Américas, Braskem perdia 7,3 por cento, a 15,75 reais, enquanto a ação preferencial da petrolífera estatal Petrobras perdia 4,3 por cento, a 15,28 reais.

No mesmo horário, o Ibovespa mostrava queda de 1,54 por cento.

“Quando o governo reduz imposto de importação, reduz o prêmio do aço das produtoras nacionais sobre o material importado, o que fica menos ruim para quem quer importar”, afirmou um analista do setor que pediu para não ser citado.

“Além disso, a cada dia temos uma visão um pouco mais pessimista para a economia do Brasil este ano”, acrescentou.

Siderúrgicas elevaram preços no Brasil em pelo menos duas ocasiões no primeiro trimestre, meses depois que o governo federal elevou imposto de importação de 100 produtos, incluindo aço e petroquímicos, em setembro do ano passado.

Na ocasião, o objetivo da medida foi ajudar a indústria a enfrentar a crise internacional e a concorrência com produtos estrangeiros. As alíquotas foram elevadas para 25 por cento em média.

Segundo dados do Instituto Aço Brasil (IABr), as importações de aço pelo país de janeiro a maio acumularam queda de 10,8 por cento sobre o mesmo período do ano passado, para 1,439 milhão de toneladas, pressionadas ainda pela desvalorização do real contra o dólar.

Por Alberto Alerigi Jr. e Roberta Vilas Boas, edição de Aluísio Alves

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