Multinacionais têm interesse em Galeão e Confins--ministro

sexta-feira, 5 de julho de 2013 16:32 BRT
 

RIO DE JANEIRO (Reuters) - As grandes operadoras internacionais de aeroportos têm mostrado grande interesse em participar dos leilões para concessão dos terminais de Confins (MG) e do Galeão (RJ), disse nesta sexta-feira o ministro-chefe da Secretaria de Aviação Civil, Moreira Franco.

"Tem muita empresa interessada. Todas as grandes operadoras de grandes aeroportos estão interessadíssimas em vir para cá", disse Franco a jornalistas, sem mencionar nomes.

Os dois aeroportos serão licitados pelo governo no fim de outubro. "Estou confiante e até relativamente tranquilo", acrescentou o secretário-executivo da secretaria, Guilherme Ramalho.

O cenário de turbulências sociais e de fraqueza da economia tem causado forte volatilidade nos mercados financeiros. Isso tem obrigado o governo a considerar elevar a taxa de retorno de leilões de concessão na área de logística para garantir a presença de investidores, afirmou nesta semana uma fonte do governo que lida diretamente com o assunto.

No caso dos aeroportos, audiências públicas sobre o certame foram realizadas recentemente e o governo recebeu cerca de 800 demandas de interessados nas concessões, afirmou a secretaria. Até o fim do mês, as sugestões serão encaminhadas ao Tribunal de Contas da União (TCU). A previsão é que os editais de concessão serão publicados no início de setembro, ante expectativa anterior entre final de maio e início de junho.

Segundo Moreira Franco, para garantir a participação de grandes grupos com experiência em aeroportos, o governo está exigindo que a operadora habilitada administre um terminal com movimento anual de pelo menos 35 milhões de passageiros.

Empresas que participaram do primeiro pacote de concessão, que incluiu os aeroportos de Viracopos, Guarulhos e Brasília, não poderão disputar Confins ou Galeão. Mas alguns grupos ameaçam ir à Justiça para garantir o direito de participar.

"O acesso à Justiça é algo pertinente na democracia. Esse foi um dos pontos que recebemos contribuições", disse Ramalho.

Agentes do setor também têm reclamado da taxa de retorno oferecida pelo governo para administração dos terminais. Apesar disso, o governo não pretende fazer alterações. "Por enquanto fica a taxa que estava incluída na minuta da audiência pública, de 6,46 por cento", afirmou Ramalho.   Continuação...