Após captação externa recorde em maio, mercado congela em junho

sexta-feira, 5 de julho de 2013 16:52 BRT
 

SÃO PAULO (Reuters) - A piora do cenário macroeconômico e as expectativas de mudança da política monetária dos Estados Unidos fizeram com que nenhuma empresa brasileira realizasse uma captação externa em junho, depois de um volume recorde no mês anterior, informou a Anbima, nesta sexta-feira.

Em maio, o volume foi recorde para o ano, com captações externas de 13 bilhões de dólares, impulsionadas pela emissão de 11 bilhões de dólares de Petrobras, segundo dados da entidade que representa o mercado de capitais.

O congelamento do mercado em junho afetou o resultado do primeiro semestre, que somou 25 bilhões de dólares, queda de 17,2 por cento em relação ao primeiro semestre de 2012.

A mudança de cenário também afetou as ofertas de ações no mercado local, que ficaram restritas aos 432 milhões de reais da oferta da gestoras shopping centers Iguatemi. A captação da Votorantim Cimentos foi interrompida por até 60 dias, postergando para depois do período de férias a possível retomada das ofertas com renda variável.

Mesmo assim houve alta no semestre, graças à oferta realizada pela BB Seguridade em abril, de 11,5 bilhões de reais, e à fraca base de comparação em 2012.

Nos primeiros seis meses de 2012, as ofertas de renda variável somaram 8,6 bilhões de reais, ante 17,7 bilhões de reais no primeiro semestre deste ano.

A ofertas de junho se concentraram no segmento de dívida, principalmente em debêntures, com emissões de 5,1 bilhões, valor próximo à média observada nos primeiros cinco meses do ano.

As captações com renda fixa no mercado interno apresentaram redução de 18,6 por cento no semestre em relação aos seis primeiros meses de 2012, somando 44,4 bilhões de reais.

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