OGX negocia parcerias para blocos que levou na 11ª rodada

segunda-feira, 8 de julho de 2013 22:10 BRT
 

SÃO PAULO, 8 Jul (Reuters) - A petroleira OGX, do grupo do empresário Eike Batista, afirmou nesta segunda-feira que negocia parcerias para os blocos que arrematou sozinha na 11a Rodada de Petróleo, num momento em que a companhia lida com alto endividamento, problemas na produção e escassez de recursos para investimentos.

O anúncio foi feito semanas antes do prazo final para a confirmação, na Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), das garantias oferecidas pela OGX para a aquisição dos blocos no leilão.

Pelo cronograma da 11a rodada de maio, as empresas precisam depositar em agosto o bônus pago pelos blocos arrematados no leilão. Isso significa que a OGX, uma das mais ativas na última licitação, terá que dispor de mais de 370 milhões de reais para quitar as áreas arrematadas.

"A Companhia está trabalhando na solução para garantir o programa exploratório mínimo dos blocos arrematados na 11a Rodada da Agência Nacional do Petróleo... A Companhia acredita ter condições de apresentar essas garantias para a ANP tempestivamente", afirmou a petroleira em um esclarecimento ao mercado.

A empresa afirmou ainda que "como é prática na indústria do petróleo... negocia parcerias para os blocos que arrematou sozinha na 11a Rodada", mas destacou que, até o momento, "não existe qualquer negócio fechado que deva ser divulgado ao mercado".

A OGX tem 100 por cento de seis blocos que arrematou na rodada da ANP, situados nas bacias Potiguar (POT-M-475), Barreirinhas (BAR-M-213, BAR-M-251 e BAR-M-389), do Ceará (CE-M-663) e da Foz do Amazonas (FZA-M-184).

Em maio, a empresa já havia negociado com a empresa de energia do grupo, a MPX, participação de 50 por cento em outros quatro blocos exploratórios na Bacia do Parnaíba, que também havia adquirido sozinha.

No caso dos dez blocos que adquiriu sozinha, o investimento mínimo previsto na fase de exploração foi estimado pela ANP em 2,6 bilhões de reais.

Uma fonte próxima do grupo EBX, que congrega as empresas de Eike, disse à Reuters na semana passada que, com um endividamento acima de 4 bilhões de dólares, a maioria em bônus no exterior, e uma situação crítica de caixa, a OGX teria que buscar parceiros estratégicos interessados em fazer investimentos na exploração das concessões adquiridas na 11a rodada.   Continuação...