Obama usa economia para tentar acelerar no Congresso reforma da imigração

quarta-feira, 10 de julho de 2013 11:42 BRT
 

WASHINGTON, 10 Jul (Reuters) - A Casa Branca está tentando pressionar os deputados republicanos a aprovarem nas próximas semanas uma abrangente reforma imigratória, argumentando que a modernização do sistema estimulará a economia dos EUA e reduzirá o déficit público.

Assessores do presidente Barack Obama divulgaram na quarta-feira um relatório de 32 páginas reunindo argumentos econômicos bem conhecidos– e reforçados por algumas citações de figurões republicanos– de que, com a reforma imigratória, a economia crescerá 3,3 por cento até 2023 e que o déficit público cairá em quase 850 bilhões de dólares nos próximos 20 anos.

A divulgação desse estudo é parte de uma nova estratégia que dá a Obama um papel mais visível no debate sobre a imigração. Nos últimos meses, o presidente democrata vinha se mantendo discreto a respeito da questão, na esperança de que isso contribuísse para negociações bipartidárias que levassem à aprovação do projeto de reforma no Senado.

Mas no final de junho o texto foi aprovado no Senado, e o debate se transferiu para a Câmara, onde os republicanos tem maioria. Nesse cenário, a Casa Branca sente que deve pressionar os líderes da oposição para que não esvaziem o projeto, que prevê regras que levem à regularização e concessão de cidadania para cerca de 11 milhões de imigrantes hoje em situação ilegal nos EUA.

No relatório, a Casa Branca inclui uma citação do ativista conservador Grover Norquist. Ele é conhecido por ter convencido os republicanos a prometerem jamais elevar impostos, e é frequentemente citado pelos democratas como símbolo das obstruções republicanas em questões fiscais.

“"A imigração dará um empurrão na economia da América e reduzirá nossa dívida nacional"”, diz Norquist em declaração citada no relatório da Casa Branca.

O texto também cita Douglas Holtz-Eakin, que foi economista-chefe do Conselho de Consultores Econômicos no governo do republicano George W. Bush, e o magnata conservador da mídia Rupert Murdoch, dono da Fox News.

(Por Roberta Rampton e Caren Bohan)