EBX confirma reestruturação de acordo com Mubadala

quarta-feira, 10 de julho de 2013 12:50 BRT
 

SÃO PAULO, 10 Jul (Reuters) - O grupo EBX confirmou nesta quarta-feira que reestruturou o acordo firmado com a Mubadala, fundo soberano de Abu Dhabi, reduzindo a dívida da holding do bilionário Eike Batista com o investidor.

Na semana passada, uma fonte próxima à EBX disse à Reuters que o grupo reduziu a dívida com a Mubadala de mais de 2 bilhões de dólares para algo entre 1,6 bilhão e 1,7 bilhão de dólares, além de ter alongado o prazo do débito.

No comunicado desta manhã, a EBX não detalhou valores do acerto financeiro com a Mubadala, informando que "finalizou com sucesso a restruturação dos termos e condições do acordo fechado em abril de 2012".

"No contexto do novo acordo, a EBX resgatou uma parcela significativa do investimento inicial da Mubadala. EBX e Mubadala também concluíram com sucesso acordos complementares que garantiram uma maior preservação da parcela remanescente do investimento da Mubadala", segundo a EBX.

A fonte ouvida pela Reuters na última semana disse que parte da dívida com a Mubadala foi paga com o caixa levantado por Eike na venda de ações da petrolífera OGX no fim de maio. O empresário também entregou ao fundo ações da mineradora MMX e um investimento pessoal que tinha na rede de lanchonetes Burger King, disse a fonte.

Ainda conforme a mesma fonte, a reorganização da EBX prevê que a Mubadala será a única credora da holding quando for concluído o processo de venda de ativos e busca de parceiros estratégicos para as companhias "X", o que deve levar meses.

Eike, que em 2012 estava na lista dos dez homens mais ricos do mundo, viu sua fortuna desabar nos últimos meses, depois que seus projetos ambiciosos não entregaram os resultados prometidos --a maioria na área de infraestrutura e energia.

Diante da derrocada do valor de mercado das controladas da EBX na Bovespa nos últimos meses, Eike contratou em março o BTG Pactual como assessor financeiro para encontrar alternativas para o grupo.

A desconfiança de investidores com as empresas "X" teve início após seguidas frustrações com a produção de petróleo da OGX, que já foi considerada o ativo mais precioso de Eike.

(Por Cesar Bianconi e Gustavo Bonato)