REEDIÇÃO-BC eleva taxa de juros pela 3ª vez consecutiva, a 8,50% ao ano

quinta-feira, 11 de julho de 2013 07:25 BRT
 

(Reescreve 5º parágrafo para esclarecer que a meta estourou antes de abril)

BRASÍLIA, 10 Jul (Reuters) - O Banco Central elevou nesta quarta-feira a taxa básica de juros pela terceira vez consecutiva e indicou que continuará com o ciclo de aperto monetário, apesar da economia ainda mostrar sinais de fraqueza, na tentativa de trazer a inflação para dentro da meta do governo.

A taxa básica de juros foi elevada de 8 para 8,5 por cento ao ano, em decisão unânime e amplamente esperada pelo mercado, que apostava na manutenção do ritmo do aperto monetário.

"O comitê avalia que essa decisão contribuirá para colocar a inflação em declínio e assegurar que essa tendência persista no próximo ano", disse o Comitê de Política Monetária (Copom) em comunicado, repetindo a orientação dada em maio, quando também elevou a taxa em 0,50 ponto percentual.

Pesquisa da Reuters mostrou que, pela mediana dos 57 economistas consultados, a Selic iria a 8,50 por cento ao ano.

O Banco Central iniciou um novo ciclo de aperto monetário em abril, após a inflação acumulada em 12 meses estourou o teto da meta do governo, de 4,5 por cento ao ano, com margem de tolerância de dois pontos percentuais para cima ou para baixo.

Em junho, a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) voltou a estourar a meta, com alta de 6,70 por cento em 12 meses, a maior desde outubro de 2011. Mas a variação mensal --de 0,26 por cento-- veio bem abaixo das expectativas, reforçando as apostas de que o BC não precisaria acelerar o passo e elevar ainda mais a Selic agora.

"A decisão foi esperada, continuando o ritmo em 0,5 ponto e sinalizando que haverá mais altas nos juros no futuro....Há uma repetição do comunicado, o que deixa a impressão de que a estratégia de 0,50 ponto vai continuar na próxima reunião (do Copom, em agosto)", disse o economista-chefe do Espirito Santo Investment Bank, Jankiel Santos.

A recente disparada do dólar ante o real, acompanhando o movimento de valorização da moeda norte-americana no mercado internacional, tem preocupado os economistas, que veem a possibilidade de repasse da alta para os preços internos - o que poderia levar o BC a subir ainda mais os juros.   Continuação...