11 de Julho de 2013 / às 10:51 / 4 anos atrás

BCE não atou as mãos com orientação futura, diz Weidmann

Presidente Bundesbank, o banco central alemão, e membro do Banco Central Europeu Jens Weidman palestra em conferência econômica, em Berlim. O Banco Central Europeu (BCE) não atou suas próprias mãos com o uso de orientação futura sobre as baixas taxas de juros, e pode elevá-las se surgirem pressões inflacionárias no futuro, disse Weidmann nesta quinta-feira. 27/06/2013.Fabrizio Bensch

MUNIQUE, 11 Jul (Reuters) - O Banco Central Europeu (BCE) não atou suas próprias mãos com o uso de orientação futura sobre as baixas taxas de juros, e pode elevá-las se surgirem pressões inflacionárias no futuro, disse o membro do BCE Jens Weidmann nesta quinta-feira.

Abandonando sua tradicional política de nunca se comprometer antecipadamente com taxas futuras, o BCE disse na semana passada que manterá suas taxas de juros nos atuais níveis ou mais baixos por "um período prolongado" --a primeira vez que usa a chamada orientação futura.

Os mercados estão tentando avaliar qual a duração que teria esse período.

O BCE ofereceu alguma clareza em seu boletim mensal, também divulgado nesta quinta-feira, dizendo que a orientação futura é consistente com, mas não diretamente ligada a, sua decisão em maio de ampliar a política de distribuição de liquidez até julho de 2014.

"O período prolongado de tempo ao longo do qual o Conselho Diretor atualmente espera que as principais taxas de juros do BCE permaneçam nos níveis atuais ou mais baixos é um horizonte flexível que não especifica antecipadamente uma data final, mas depende da avaliação do Conselho Diretor sobre os fundamentos econômicos que determinam a inflação", acrescentou o BCE no boletim.

Em discurso em Munique, Weidmann, presidente do banco central alemão e um forte defensor do mandato do BCE de conter a inflação, também destacou que a postura de política monetária do BCE depende dos acontecimentos econômicos.

Ele disse que a expectativa do BCE de que as taxas de juros vão permanecer em níveis recordes de baixa por um período prolongado foi justificada por um cenário de inflação controlada e um ambiente econômico fraco.

Weidmann acrescentou que a medida de política do BCE da semana passada "não é uma mudança histórica na comunicação de política monetária", mas simplesmente um esforço para dar mais orientação em um momento de alta incerteza.

"Não é um compromisso absoluto antecipado do caminho da taxa de juros", disse ele no texto de seu discurso.

Joerg Asmussen, outro membro do BCE, afirmou na terça-feira que o "período prolongado" da orientação futura não significa "seis meses, 12 meses, vai além".

O BCE divulgou depois um comunicado dizendo que Asmussen não pretendia dar qualquer orientação sobre o período exato de tempo pelo qual o banco espera manter as taxas em mínimas recordes.

Reportagem de Irene Preisinger

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