Supermercados e alimentos impedem queda nas vendas do varejo em maio

quinta-feira, 11 de julho de 2013 12:29 BRT
 

Por Camila Moreira

SÃO PAULO, 11 Jul (Reuters) - As vendas no varejo brasileiro tiveram em maio um desempenho melhor que o esperado, por conta de supermercados e alimentos, mas a estabilidade na comparação mensal representa uma desaceleração e amplia os sinais de falta de fôlego da recuperação econômica.

Além disso, os próximos dados sobre o setor varejista, referentes a junho, devem mostrar efeitos negativos das manifestações públicas, que fecharam lojas em todo o país em vários momentos inesperados no mês passado.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou nesta quinta-feira também que em relação a maio de 2012 as vendas cresceram 4,5 por cento. Pesquisa Reuters apontava para uma queda de 0,3 por cento na variação mensal e uma alta de 3,5 por cento na anual.

"O ímpeto futuro das vendas no varejo tem enfraquecido na margem, puxado pela desaceleração no emprego e no crescimento do salário real, além do enfraquecimento da confiança do consumidor", avaliou o diretor de pesquisa econômica do Goldman Sachs para América Latina Alberto Ramos.

De acordo com o IBGE, o resultado teve influência positiva do Dia das Mães, mas por outro lado pesaram a alta dos juros, a inflação em patamares elevados e o avanço do dólar ante o real.

"Mesmo com essa conjuntura o comércio está sobrevivendo graças à manutenção do emprego e da renda, mas sobrevive num ritmo menor que no ano passado", destacou o economista do IBGE Reinaldo Pereira.

SUPERMERCADOS

Segundo o IBGE, as vendas mensais de Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo aumentaram 1,9 por cento em maio, após quedas de 0,3 por cento em abril e de 2,1 por cento em março.   Continuação...