Brasil exporta recorde de US$3 bi em carne bovina até junho

quinta-feira, 11 de julho de 2013 14:37 BRT
 

SÃO PAULO, 11 Jul (Reuters) - As exportações de carne bovina do Brasil atingiram recorde de 3 bilhões de dólares no primeiro semestre de 2013, alta de 13,6 por cento ante igual período do ano passado, com a entrada em mais mercados e ampliação de volumes embarcados, informou a associação que reúne a indústria nesta quinta-feira.

A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec) informou que o crescimento em volume no primeiro semestre foi de 21 por cento, para 674,7 mil toneladas.

"Estes números apontam que estamos no caminho certo para fechar o ano com um faturamento superior a 6 bilhões de dólares na exportação de carne bovina", disse o presidente da Abiec, Antônio Jorge Camardelli, referindo-se à expectativa de uma receita recorde no ano.

O Brasil, maior exportador global de carne bovina, registrou receita recorde de 5,8 bilhões de dólares com as exportações do produto em 2012.

"Os frigoríficos brasileiros têm conseguido compensar a queda na variação do preço médio da carne com a conquista de novos mercados e a ampliação da quantidade de carne exportada", acrescentou a Abiec em nota.

Segundo Camardelli, a indústria tem trabalhado para ampliar sua participação em importantes regiões, incluindo a Europa, a Ásia e o Oriente Médio.

O principal destino da carne bovina brasileira nos primeiros seis meses do ano foi Hong Kong, que registrou aumento de 67,7 por cento na comparação anual, totalizando 172,8 mil toneladas no período, alcançando fatia de 25 por cento das vendas totais.

O segundo destino no semestre foi a Rússia, tradicional importador das carnes brasileiras, que importou 154,7 mil toneladas no período, incremento de 9,3 por cento ante igual período de 2012, com fatia de cerca de 20 por cento.

Em 2012, a Rússia foi o principal destino da carne bovina do Brasil, mas neste ano Hong Kong vem liderando as importações, segundo o levantamento da indústria.

O executivo citou ainda Irã e Argélia, com volumes menores, mas que apresentaram importante crescimento percentual, de 98,4 por cento e 60,7 por cento, respectivamente.

(Por Fabíola Gomes)