Desembolsos do BNDES quase dobram em maio; sobem 67% no ano

quinta-feira, 11 de julho de 2013 21:06 BRT
 

SÃO PAULO, 11 Jul (Reuters) - Os desembolsos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) quase dobraram em maio e cresceram 67 por cento nos cinco primeiros meses do ano, contrastando com a cautela dos bancos comerciais num momento de crescimento econômico tímido e de juros em alta para conter a inflação.

Em maio, os empréstimos liberados pelo banco de fomento somaram 18,6 bilhões de reais, alta de 93 por cento ante um ano antes. No ano até maio, as concessões somaram 73 bilhões.

Entre os diferentes setores financiados nos primeiros cinco meses deste ano, o maior crescimento relativo foi o da indústria, com alta de 123 por cento, de 25,8 bilhões de reais.

Na indústria, os destaques foram química e petroquímica, metalurgia, mecânica e material de transportes. As liberações para comércio e serviços avançaram 6 por cento nos cinco meses, para 18,4 bilhões de reais. Em infraestrutura, os desembolsos cresceram 19 por cento no ano até maio, para 20,7 bilhões de reais, puxados por construção e transportes.

O BNDES informou também que as aprovações de janeiro a maio para financiamento a novos projetos, de 70,7 bilhões de reais, e as consultas das empresas por novos financiamentos, de 102,7 bilhões de reais, subiram 21 e 9 por cento, respectivamente.

"Sempre há uma sazonalidade, mas tudo indica que este será um ano diferente", disse à Reuters o superintendente da área de planejamento do banco, Claudio Leal. "Já conseguimos enxergar essa tendência se mantendo".

Segundo ele, a tendência é que as liberações permaneçam fortes, devido às várias concessões à iniciativa privada programadas para o segundo semestre (aeroportos, ferrovias e rodovias), mesmo com a economia dando sinais de enfraquecimento.

A última pesquisa do Banco Central com instituições financeiras apontou que a oitava redução seguida na expectativa para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) deste ano, a 2,34 por cento.

Para conter a inflação que segue bem acima do centro da meta oficial, de 4,5 por cento ao ano, o BC elevou na quarta-feira a Selic pela terceira vez seguida, com alta de 0,5 ponto, para 8,5 por cento ao ano.   Continuação...