Alta modesta de vendas no varejo nos EUA dão tom de cautela

segunda-feira, 15 de julho de 2013 12:45 BRT
 

Por Lucia Mutikani

WASHINGTON, 15 Jul (Reuters) - As vendas no varejo nos Estados Unidos subiram menos do que o esperado em junho, ampliando os sinais de desaceleração no crescimento econômico, que podem servir de argumento contra a possibilidade de o banco central norte-americano começar a reduzir seu estímulo monetário ainda neste ano.

Mas a atividade industrial do Estado de Nova York acelerou em julho, apesar de a indústria em geral na maior economia do mundo continuar sem brilho.

"Os resultados não fornecem nenhuma evidência adicional de que a economia está ganhando força", disse a economista-sênior da Newedge Strategy Annalisa Piazza. "Não permite que o chairman do Fed tenha um tom mais firme já que a recuperação econômica dos EUA permanece gradual."

As vendas no varejo subiram 0,4 por cento no mês passado, impulsionadas pela demanda por automóveis e preços mais altos da gasolina. Entretanto, as vendas de materiais de construção tiveram a maior queda em um ano, um sinal potencialmente preocupante para o mercado imobiliário.

Economistas consultados pela Reuters estimavam que as vendas no varejo, que respondem por cerca de 30 por cento dos gastos do consumidor, teriam alta de 0,8 por cento.

O núcleo das vendas, que elimina automóveis, gasolina e materiais de construção e representa melhor o componente de gastos do consumidor no Produto Interno Bruto, avançou 0,1 por cento após alta de 0,2 por cento em maio.

Isso sugere que os gastos do consumidor, que responde por cerca de 70 por cento da atividade econômica dos EUA, provavelmente desaceleraram em relação ao ritmo anual de 2,6 por cento do primeiro trimestre.

GASTOS DO CONSUMIDOR MAIS LENTOS   Continuação...

 
Homem com sacola de compras caminha em frente a uma loja em liquidação, em Nova York. As vendas no varejo nos Estados Unidos subiram menos do que o esperado em junho, ampliando os sinais de desaceleração no crescimento econômico, que podem servir de argumento contra a possibilidade de o banco central norte-americano começar a reduzir seu estímulo monetário ainda neste ano. 26/12/2012. REUTERS/Eduardo Munoz