July 15, 2013 / 3:35 PM / 4 years ago

Alta modesta de vendas no varejo nos EUA dão tom de cautela

3 Min, DE LEITURA

Homem com sacola de compras caminha em frente a uma loja em liquidação, em Nova York. As vendas no varejo nos Estados Unidos subiram menos do que o esperado em junho, ampliando os sinais de desaceleração no crescimento econômico, que podem servir de argumento contra a possibilidade de o banco central norte-americano começar a reduzir seu estímulo monetário ainda neste ano. 26/12/2012.Eduardo Munoz

Por Lucia Mutikani

WASHINGTON, 15 Jul (Reuters) - As vendas no varejo nos Estados Unidos subiram menos do que o esperado em junho, ampliando os sinais de desaceleração no crescimento econômico, que podem servir de argumento contra a possibilidade de o banco central norte-americano começar a reduzir seu estímulo monetário ainda neste ano.

Mas a atividade industrial do Estado de Nova York acelerou em julho, apesar de a indústria em geral na maior economia do mundo continuar sem brilho.

"Os resultados não fornecem nenhuma evidência adicional de que a economia está ganhando força", disse a economista-sênior da Newedge Strategy Annalisa Piazza. "Não permite que o chairman do Fed tenha um tom mais firme já que a recuperação econômica dos EUA permanece gradual."

As vendas no varejo subiram 0,4 por cento no mês passado, impulsionadas pela demanda por automóveis e preços mais altos da gasolina. Entretanto, as vendas de materiais de construção tiveram a maior queda em um ano, um sinal potencialmente preocupante para o mercado imobiliário.

Economistas consultados pela Reuters estimavam que as vendas no varejo, que respondem por cerca de 30 por cento dos gastos do consumidor, teriam alta de 0,8 por cento.

O núcleo das vendas, que elimina automóveis, gasolina e materiais de construção e representa melhor o componente de gastos do consumidor no Produto Interno Bruto, avançou 0,1 por cento após alta de 0,2 por cento em maio.

Isso sugere que os gastos do consumidor, que responde por cerca de 70 por cento da atividade econômica dos EUA, provavelmente desaceleraram em relação ao ritmo anual de 2,6 por cento do primeiro trimestre.

Gastos Do Consumidor Mais Lentos

A sugestão de demanda doméstica mais lenta assim como os recentes dados fracos de comércio acontecem no momento em que o Fed debate a redução do volume de 85 bilhões de dólares em compras de títulos por mês para manter os custos de empréstimos baixos e estimular a economia.

O chairman do Fed, Ben Bernanke, disse no mês passado que o banco central poderia começar a reduzir suas compras ainda neste ano, e encerrá-lo até meados de 2014 se a economia avançar como esperado. Mas depois disse que o Fed precisa manter a política monetária expansionista dado o baixo nível de inflação e a taxa de desemprego ainda alta. Bernanke falará ao Congresso nesta semana.

Um segundo relatório do Departamento do Comércio mostrou que os estoques empresariais tiveram leve alta em maio, sugerido que o reabastecimento de estoques ajudará pouco no crescimento do segundo trimestre.

Já o índice geral de condições empresariais "Empire State" do Fed de Nova York subiu para 9,46 neste mês ante 7,84 em junho, superando expectativas de leitura de 5,00. Uma leitura acima de zero indica expansão. O índice de novas encomendas recuperou-se para o território positivo, e a medida de estoques melhorou.

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