Petróleo em alta e dólar ampliam defasagem da gasolina da Petrobras

terça-feira, 16 de julho de 2013 12:59 BRT
 

Por Roberto Samora

SÃO PAULO, 16 Jul (Reuters) - Os preços mais altos dos combustíveis no mercado internacional e o fortalecimento recente do dólar frente ao real aumentaram a defasagem da Petrobras na comercialização de combustível para o maior nível em quase um ano, de acordo com cálculos de um órgão especializado.

A diferença entre a cotação da gasolina vendida no Brasil pela Petrobras e a comercializada no exterior passou de 17,9 por cento em 2 de julho para 25,3 por cento em 9 de julho, maior patamar desde 28 de agosto de 2012, quando o índice era de 32 por cento, segundo levantamento do Centro Brasileiro de Infraestrutura (Cbie).

Já a diferença da cotação do óleo diesel passou de 18,9 por cento em 2 de julho para 21,7 por cento no dia 9, de acordo com o Cbie, que calcula periodicamente as diferenças entre os preços praticados no mercado doméstico e no internacional levando em consideração os valores nas refinarias do Golfo do México, utilizados como referência, e a taxa de câmbio.

"Considerando a atualização mais recente dos dados, tanto para o diesel quanto para a gasolina, os reajustes de preços concedidos pela Petrobras foram anulados, dada a ampliação da defasagem, que está influenciada pela desvalorização do real e, também, pela elevação dos preços dos combustíveis no Golfo do México", afirmou o Cbie à Reuters.

Os preços dos combustíveis no mercado norte-americano flutuam de acordo com as cotações do petróleo, o que não acontece no Brasil, uma vez que são controlados pelo governo, acionista majoritário da Petrobras.

Na semana passada, o preço do petróleo nos EUA atingiu uma máxima de 15 meses, 107,45 dólares o barril, após superar no início do mês a barreira de 100 dólares o barril, por preocupações com reflexos da crise no Egito para o suprimento no Oriente Médio e com a queda nos estoques norte-americanos.

Nesta terça-feira, o petróleo Brent atingiu uma máxima de três meses, para perto de 110 dólares o barril, enquanto a commodity nos EUA operava perto de 106 dólares o barril.

Já o dólar operava em alta, a 2,24 reais, após atingir na semana passada o maior nível durante o pregão em mais de quatro anos, a 2,2809 reais.   Continuação...