Diante de parlamentares, Bernanke tentará equilibrar mensagem do Fed

quarta-feira, 17 de julho de 2013 07:38 BRT
 

Por Jonathan Spicer

17 Jul (Reuters) - O chairman do Federal Reserve, Ben Bernanke, deve equilibrar nesta quarta-feira a mensagem de preservar o suporte do banco central para a economia norte-americana lembrando que as políticas ultrafrouxas do Fed não podem durar para sempre.

O chefe do banco central norte-americano vai provavelmente buscar usar seu depoimento ao Congresso sobre política monetária para acalmar os nervos dos investidores preocupados com a vida sem as compras mensais de títulos do Fed de 85 bilhões de dólares.

Bernanke provocou rápidas porém fortes vendas generalizadas no mercado no mês passado, quando explicou os planos para reduzir o programa de quantitative easing, e juntou-se a um grupo de autoridades do Fed desde então que explicaram sua intenção de manter as taxas de juros perto de zero bem depois do fim das compras de ativos.

"Eles estão tentando refinar essa ideia de uma possível redução no curto prazo do QE com a mensagem de que vão permanecer super expansionistas por um longo tempo", disse o diretor-gerente de análise econômica e de mercado do Citigroup, Robert DiClemente. "Essa é uma linha difícil de se equilibrar."

A audiência sobre o relatório semianual de política monetária do Fed diante do Comitê de Serviços Financeiros da Câmara dos Deputados começa às 11h (horário de Brasília). Mas o painel planeja divulgar o discurso preparado de Bernanke às 9h30, uma hora antes da abertura dos mercados norte-americanos.

Uma segunda audiência está marcada para quinta-feira no Comitê Bancário do Senado, finalizando um desafio de dois dias de comunicação para um Fed que lutou nos últimos dois meses para esclarecer suas intenções de política --e que chegou a acusar os mercados financeiros de reagir demasiadamente.

De acordo com o cronograma que Bernanke deu em 19 de junho, as autoridades do Fed esperam reduzir suas compras mensais de títulos ainda neste ano e acabar com elas até meados de 2014, desde que a recuperação econômica aconteça como esperado.

(Reportagem adicional de Richard Leong em Nova York)