FMI diz que China precisa de pacote de reformas para manter crescimento

quarta-feira, 17 de julho de 2013 10:44 BRT
 

PEQUIM, 17 Jul (Reuters) - A China precisa de outra rodada de "medidas decisivas" para garantir que continue com sucesso no caminho do crescimento econômico, uma vez que as margens de segurança estão caindo em meio a crescentes problemas domésticos, afirmou o Fundo Monetário Internacional em relatório.

A segunda maior economia do mundo tem sido sustentada por uma mistura de investimentos e estímulos de crédito e ficais, mas tal padrão de crescimento é insustentável, disse o FMI em relatório sobre reunião com autoridades chinesas.

"Para garantir um crescimento mais equilibrado e sustentável, um pacote de reformas é necessário para conter os riscos crescentes enquanto há uma transição da economia para um caminho de crescimento mais baseado em consumo, inclusivo e voltado ao meio ambiente", informou o relatório.

"Embora a China ainda tenha proteções significativas para resistir aos choques, as margens de segurança estão diminuindo."

O FMI não alterou sua última estimativa para o crescimento da China em 2013 de 7,75 por cento, embora tenha destacado riscos de queda na estimativa.

A estimativa do FMI é maior que a meta do governo chinês de 7,5 por cento e também fica acima das projeções da maioria dos economistas do setor privado que variam entre 7 e 7,5 por cento.

Os novos líderes da China têm indicado repetidamente que estão preparados para tolerar crescimento mais lento a fim de avançar com reformas e desregulamentação para diminuir a dependência da economia de exportações e investimento, e encorajar mais consumo.

Entretanto, essa determinação têm sido testada, visto que o crescimento desacelerou para 7,5 por cento no trimestre entre abril e junho, o nono trimestre nos últimos 10 em que a expansão enfraqueceu, e as exportações caíram em junho pela primeira vez em 17 meses.

Analistas têm sugerido que o governo pode interferir se o crescimento cair para 7 por cento ou abaixo deste patamar em qualquer trimestre, embora não esteja claro qual seria o mínimo para o governo.

O FMI disse que, para o curto prazo, a prioridade é controlar o crescimento de crédito e impedir um aumento maior dos riscos no setor financeiro.

(Por Jonathan Standing em Pequim)