Localiza foca em produtividade; evitará reajuste de tarifas

quarta-feira, 17 de julho de 2013 12:20 BRT
 

SÃO PAULO, 17 Jul (Reuters) - A companhia de locação de veículos e gestão de frotas Localiza vai se focar nos próximos trimestres em ganhos de produtividade e evitar "ao máximo" aumentos de tarifas, afirmou o diretor financeiro da empresa, Roberto Mendes, nesta quarta-feira.

A empresa, que encerrou o segundo trimestre com lucro quase dez vezes maior que o resultado obtido um ano antes, está apurando aumento de custos diante de cenário de inflação e juros em alta, mas o aumento da concorrência e fraqueza da economia têm agido como pesos para eventuais reajustes de tarifas.

"Os custos estão aumentando e os grandes custos que temos são salários e aluguéis dos imóveis onde operamos, que são indexados", disse Mendes em teleconferência com analistas.

"Anteriormente, o ganho de escala compensava a inflação que impacta esses dois gastos, mas vamos buscar agora ganhos de produtividade e tentar postergar ao máximo um aumento de tarifas", disse o executivo, acrescentando que "algum dia vai ter que acontecer".

Segundo ele, o reajuste de tarifas será a "última opção" da Localiza para perseguir diferença acima de 9 pontos percentuais entre o retorno sobre capital investido e custo de dívida. Entre 2012 e o fim do primeiro semestre, esse indicador aumentou de 9,8 pontos para 10,7 pontos.

Na noite de terça-feira, a Localiza divulgou lucro líquido de 103,4 milhões de reais de abril a junho, contra 10,7 milhões de reais um ano antes, quando a linha final do resultado foi prejudicada pela depreciação no valor dos carros da companhia devido à redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) sobre veículos.

Às 12h17, as ações da Localiza subiam 2,94 por cento, enquanto o Ibovespa tinha ganho de 1,38 por cento.

MARGENS

O diretor financeiro da Localiza afirmou ainda que a margem de lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) de venda de veículos seminovos deve ficar entre 2 e 6 por cento no segundo semestre, em meio a maiores gastos com marketing depois de recuperação nos estoques da companhia. Na primeira metade do ano, o segmento teve margem Ebitda de 3,9 por cento.   Continuação...