Duopólio no mercado de cervejas mexicano deve continuar após acordo antitruste

quarta-feira, 17 de julho de 2013 13:00 BRT
 

Por Philip Blenkinsop

BRUXELAS, 17 Jul (Reuters) - O acordo fechado na semana passada para limitar o domínio de duas grandes cervejarias no mercado de cerveja do México, o sexto maior do mundo, é pouco provável que abra a porta à concorrência substancial no futuro próximo.

Depois de anos de reclamações da SABMiller, segunda maior cervejaria do mundo mas que é apenas um ponto no radar mexicano, a líder mundial Anheuser-Busch InBev e a terceira no ranking Heineken concordaram em reduzir os acordos de exclusividade com os varejistas mexicanos que atualmente lhes garantem, conjuntamente, 99 por cento do mercado por meio de suas unidades locais.

Vista do mercado maduro dos Estados Unidos, onde a joint-venture da SABMiller com MolsonCoors é forte, o México oferece um futuro promissor - ocupa a quarta posição no mundo para lucro gerado e está crescendo a uma respeitável taxa de 2 por cento ao ano.

O segmento premium, uma área de crescimento mais rápido e lucros maiores, representa apenas 2 por cento do mercado atualmente, em comparação com cerca de 20 por cento nos EUA.

Mas longe de saudar o acordo aprovado com seus rivais pela comissão de concorrência do México, a SABMiller disse que o efeito das mudanças seria limitado, com restaurantes e lojas agora mais acessíveis, mas não os bares, casas noturnas e redes de lojas de conveniência.

Os titulares poderiam concentrar acordos exclusivos nas regiões do México que dominam - a unidade Femsa da Heineken no Norte, e a Modelo, integralmente detida pela AB InBev desde o mês passado, no centro do país.

"Isto está reforçando o status quo de práticas anti-competitivas contra os novos players", disse Armando Valenzuela, chefe da SABMiller no México, à Reuters. "É a legalização de monopólios regionais."

O grupo ainda pode recorrer.