Dilma defende política econômica e diz que governo dará resposta às ruas

quarta-feira, 17 de julho de 2013 18:02 BRT
 

BRASÍLIA, 18 de Jul (Reuters) - A presidente Dilma Rousseff fez uma defesa enfática da política econômica do governo nesta quarta-feira, alegando que há dados concretos que desmentem "pessimistas", num momento em que a economia patina e a sua popularidade está em queda.

Em discurso de mais de 50 minutos durante reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), o chamado Conselhão, Dilma rebateu críticas de que o governo não tem se esforçado no campo fiscal e está ampliando os gastos públicos.

"As despesas do governo federal com pessoal estão em 4,2 por cento do PIB... são as menores dos últimos dez anos", afirmou. "Os números reais analisados com isenção mostram que é incorreto falar de descontrole da inflação ou das despesas do governo."

A presidente disse que o país tem grande "robustez fiscal" e que o pacto proposto por ela a governadores e prefeitos "limita qualquer tentação de populismo fiscal e estabelece... o princípio de que só podemos gastar aquilo que temos para gastar".

O governo brasileiro tem sido criticado por sua política fiscal expansionista, que tem dificultado o controle da inflação. Depois de fazer uma manobra para atingir a meta de superávit fiscal no ano passado, o governo pretende fazer um superávit primário equivalente a 2,3 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano, ante a meta estabelecida na lei orçamentária de 3,1 por cento do PIB.

A presidente disse estar certa de que o país vai fechar o ano com a inflação dentro da meta, uma vez que os índices de preços "vêm caindo de maneira consistente nos últimos meses".

"Nós sabemos que a inflação no país tem um caráter ciclosazonal. Agora estamos na baixa", disse a presidente, acrescentando que O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de julho deve ficar muito próximo de zero.

O IPCA, que baliza o sistema de metas de inflação, acumula alta de 6,70 por cento nos 12 meses até junho, acima do teto de 6,50 por cento da meta do governo. Mas o índice mensal desacelerou para 0,26 por cento no mês passado.

"Aproveito aqui para repelir as posturas pessimistas quanto à economia brasileira hoje e no futuro próximo", disse a presidente.   Continuação...