Lucro do Morgan Stanley cresce 42% por operações com ações

quinta-feira, 18 de julho de 2013 11:12 BRT
 

(Reuters) - O Morgan Stanley divulgou nesta quinta-feira alta de 42 por cento no lucro do segundo trimestre, apoiado em melhora nas receitas com corretagem, no mais recente sinal de que o segundo maior banco de investimento dos Estados Unidos está recuperando seus negócios.

Os ganhos cresceram em todos os negócios do banco. O lucro de corretagem e com atividade de banco de investimento foi quase seis vezes maior que um ano antes, apoiado em operações mais fortes com ações e negociação de bônus. Enquanto isso, o lucro na área de gestão de fortuna disparou 83 por cento.

O banco anunciou que reguladores aprovaram a recompra de 500 milhões de dólares em ações da instituição, o que ajudava na alta das ações do grupo.

O presidente-executivo do banco, James Gorman, tem tentado recuperar os negócios do Morgan Stanley, que sofreu pesadas perdas durante a crise financeira. O executivo focou os esforços em medidas como melhora de lucratividade em negócios com bônus e na área de gestão de riqueza, que até junho era uma joint-venture com o Citigroup.

Mas Gorman ainda tem trabalho a fazer. O retorno sobre patrimônio do Morgan Stanley, medida de rentabilidade de um banco, foi de apenas 5 por cento. O valor é maior que os 4 por cento do resultado de um ano antes, mas ainda é menos do que a metade do que os investidores esperam.

O lucro líquido atribuível a acionistas de papéis ordinários subiu para 802 milhões de dólares, ou 0,41 dólar por ação, ante 564 milhões, ou 0,29 dólar por papel, um ano antes.

Excluindo itens não recorrentes, o Morgan Stanley lucrou 0,45 dólar por ação, acima da média de estimativas de analistas de 0,43 dólares por ação, de acordo com pesquisa da Thomson Reuters I/B/E/S.

A receita subiu 22 por cento, para 8,5 bilhões de dólares, enquanto as despesas avançaram 12 por cento, para 6,73 bilhões, sinalizando que o banco tem contido o crescimento nos custos.

Os resultados incluem um ganho relacionado a mudanças no valor da dívida própria do banco, em grande parte compensado por um encargo relacionado com a compra do restante da unidade de gestão de riqueza que possuía com o Citigroup.

(Por Lauren Tara LaCapra)