EXCLUSIVO-Novo sistema vai receber potássio de Belarus em porto do Paraná

quinta-feira, 18 de julho de 2013 08:37 BRT
 

Por Fabíola Gomes

SÃO PAULO, 17 Jul (Reuters) - A Terminais Portuários da Ponta do Félix (TPPF), de Antonina (PR), fechou contrato pioneiro com uma das maiores empresas produtoras de cloreto de potássio do mundo, de Belarus, que permitirá à companhia driblar gargalos logísticos no Brasil e agilizar a venda do insumo com crescente demanda no país, disse um executivo da TPPF à Reuters.

O contrato prevê que o terminal, no complexo portuário de Paranaguá, no litoral paranaense, poderá operar como um entreposto para receber o cloreto de potássio (KCl) vindo da ex-república soviética.

"É um 'upgrade' de um contrato que nós já possuímos... É uma extensão que é resultado, obviamente, de um posicionamento estratégico da empresa no mercado brasileiro", disse o diretor comercial operacional da TPPF, Cícero Simião, em entrevista.

O executivo, porém, não quis mencionar o nome da companhia de Belarus, citando impedimentos contratuais.

O produto poderá ficar armazenado em Antonina à espera de compradores, ainda sendo considerado propriedade da companhia estrangeira, por um ano.

Esse prazo pode ser prorrogado por mais um ano e neste período as cargas devem ser vendidas no Brasil, sendo desembaraçadas gradualmente.

Ao mesmo tempo, a operação permitirá à empresa de Belarus driblar um dos gargalos logísticos do país, que é a fila de navios que se forma à espera de espaço para atracar no porto paranaense no auge das importações, que ocorre entre agosto e setembro.

Pelo contrato anterior, sob o sistema alfandegário, a empresa de Belarus primeiro negociava com o comprador e só então fechava o frete para embarcar o produto ao Brasil, tendo 60 dias após a chegada do cloreto de potássio no país para finalizar o processo burocrático junto à alfândega.   Continuação...