Petróleo tem máxima de 16 meses e fecha acima de US$108

quinta-feira, 18 de julho de 2013 18:20 BRT
 

Por David Sheppard

NOVA YORK, 18 Jul (Reuters) - O petróleo nos Estados Unidos fechou no maior nível em 16 meses nesta quinta-feira, subindo acima de 108 dólares por barril, com sinais de melhoras na economia dos Estados Unidos, reduzindo o desconto ante o petróleo Brent para o menor valor em quase três anos.

Os índices das bolsas norte-americanas atingiram novas máximas históricas durante o pregão desta quinta-feira, sustentados por resultados melhores do que o esperado de Morgan Stanley e outras empresas.

A atividade fabril na região do meio-Atlântico dos Estados Unidos expandiu em julho no maior ritmo desde março de 2011, à medida que o nível de emprego e embarques acelerou, mostrou pesquisa do Federal Reserve da Filadélfia nesta quinta-feira.

"O mercado está em alta com as boas notícias econômicas", disse o analista Phil Flynn, da Price Futures Group, em Chicago. "O índice Dow Jones está bom, o índice do Fed da Filadélfia está bom, os dados de emprego estão bons, então o petróleo WTI está refletindo isso neste momento."

O petróleo nos EUA, habitualmente citado como West Texas Intermediate ou WTI, fechou na máxima de 16 meses a 108,04 dólares o barril, alta de 1,56 dólar.

O Brent subiu 0,09 dólar, para 108,70 dólar o barril.

A diferença do Brent sobre o petróleo nos EUA atingiu uma mínima de apenas 0,51 dólar na sessão, no menor nível desde agosto de 2010. Depois, esta diferença se ampliou um pouco no fechamento.

Recentemente, em fevereiro, o spread Brent-WTI spread chegou a ser negociado em mais de 23 dólares, mas o contrato referência dos EUA teve um rali de mais de 25 por cento nos últimos três meses comparado a um aumento de apenas 9 por cento no Brent.

O WTI subiu após dados do governo na quarta-feira mostrarem que as refinarias dos EUA consumiram na semana passada um volume de petróleo não visto desde agosto de 2005.

(Reportagem adicional de Nicolas Medina Mora Perez em Nova York, Ron Bousso em Londres e Manash Goswami em Cingapura)