19 de Julho de 2013 / às 19:53 / 4 anos atrás

Colheita do algodão na BA atinge 40%; perspectiva é favorável à nova safra

SÃO PAULO, 19 Jul (Reuters) - A colheita do algodão atingiu 40 por cento da área semeada na temporada 2012/13 na Bahia, praticamente estável ante o ciclo anterior, e a cultura tem registrado baixos níveis de produtividade em função das pragas que vem afetando a importante região produtora, disse o vice-presidente de associação de produtores.

A estimativa de produtividade nas lavouras da Bahia, segundo maior produtor nacional da pluma atrás de Mato Grosso, está em 227 arrobas por hectare, muito perto das 225 arrobas apuradas no ciclo anterior, quando a produtividade caiu em função do ataque de insetos e do clima adverso.

“O andamento da colheita está bom, mas a produtividade está baixa... Mas estamos vindo de dois anos ruins, teve o clima (adverso) e a helicoverpa e bicudo nesta safra”, disse o vice-presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), João Carlos Jacobsen.

Tradicionalmente, a produtividade da região oscilava perto de 270 arrobas por hectare, segundo a Abrapa.

O executivo disse que apesar da crescente preocupação com a lagarta helicoverpa, as perdas maiores nas lavouras do oeste baiano no ciclo 2012/13 foram resultado dos ataques do bicudo do algodoeiro.

O bicudo é um besouro que se alimenta da flor do algodoeiro, furando as maçãs e provocando prejuízos às lavouras.

“Como reduziu a área na safra, o ataque do bicudo aumentou significativamente”, disse Jacbosen.

Com os problemas provocados por essas duas pragas, o custo de produção chegou a aumentar entre 200 dólares e 300 dólares por hectare, podendo chegar a até 2,8 mil dólares por hectare, dependendo do tipo de manejo do solo.

A área cultivada com algodão na Bahia caiu 35 por cento em 2012/13, para 271,4 mil hectares, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), reflexo dos baixos preços da pluma e da disputa com milho e a soja, cujas cotações tiveram forte alta no ano passado.

NOVA TEMPORADA

Mas no atual ciclo (2013/14), a expectativa é de recuperação de parte desta área.

“Inicialmente, a estimativa era de aumento de 5 por cento (na área), mas agora já se fala em 15 por cento de ampliação”, disse o vice-presidente da Abrapa.

Segundo ele, este movimento reflete em parte a queda vista nos preços do milho e da soja ante o ano anterior e ainda uma melhora nos preços no mercado interno.

Acompanhamento da Abrapa aponta o preço médio para exportação em 84 centavos de dólar por libra-peso, enquanto no mercado interno ele pode variar entre 90 a 95 centavos de dólar por libra-peso.

“A tendência é permanecer assim, porque parte do algodão que está sendo colhido já está comprometido para exportação”, acrescentou.

Por Fabíola Gomes

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