G20 coloca crescimento na frente de austeridade

sábado, 20 de julho de 2013 11:44 BRT
 

MOSCOU, 20 Jul (Reuters) - O G20 colocou o crescimento na frente da austeridade fiscal, buscando reequilibrar a economia global e comprometendo-se a mudar a política monetária de maneira cuidadosa para que a recuperação não seja arruinada pela volatilidade dos mercados financeiros.

Os ministros das finanças e presidentes de bancos centrais reunidos em Moscou neste sábado deram os ajustes finais em um comunicado conjunto, que representantes disseram ter mudado pouco depois que eles se reuniram para jantar na sexta-feira.

Indícios de que o Fed, o banco central dos EUA, ia reduzir seu estímulo monetário dominaram o debate, com as economias emergentes mais preocupadas com as consequências de uma onda de vendas de ações e títulos e uma corrida para o dólar.

Os anfitriões russos disseram que os legisladores do G20 tinham sido moderados nas suas metas para a redução das dívidas dos governos, priorizando um foco no crescimento e em uma saída para retirar estímulos monetários com um mínimo de turbulência.

"Os colegas (do G20) não tomaram a decisão de assumir a responsabilidade de reduzir o déficit e as dividas até 2016," disse o ministro das finanças russo Anton Siluanov à Reuters. "Algumas pessoas pensam que é preciso garantir o crescimento econômico primeiro."

Enquanto a recuperação dos EUA está ganhando força, o motor das exportações da China está falhando, a aposta do Japão para sair da deflação não atingiu a velocidade desejada, e a demanda na Zona do Euro está muito fraca para sustentar uma recuperação na geração de empregos.

"Nós não estamos vendo qualquer retomada do crescimento na Europa ainda, e no Japão, continuamos com os dedos cruzados", disse o ministro das finanças da Índia, Chidambaram Palaniappan.

"O melhor cenário possível atualmente seria que a economia dos países mais desenvolvidos conseguisse dar início ao crescimento. Eles precisam ter em mente o impacto de suas ações sobre as grandes economias emergentes", afirmou.

Um rascunho da proposta final obtida pela Reuters diz que um plano de ação para impulsionar o crescimento e a oferta de empregos, ao mesmo tempo em que reequilibra a demanda global e a dívida, seria preparado para a cúpula de líderes do G20, que terá o presidente Vladimir Putin como anfitrião, em setembro.   Continuação...

 
Visão geral do Centro de Exposição Manezh, local da reunião dos ministros das Finanças do G20, em Moscou, 16 de julho de 2013. O G20 colocou o crescimento na frente da austeridade fiscal, buscando reequilibrar a economia global e comprometendo-se a mudar a política monetária de maneira cuidadosa para que a recuperação não seja arruinada pela volatilidade dos mercados financeiros. 16/07/2013 REUTERS/Sergei Karpukhin