20 de Julho de 2013 / às 21:35 / 4 anos atrás

Países avançados do G20 se dividem sobre metas de dívida após 2016

MOSCOU (Reuters) - As economias avançadas do G20 vão considerar metas numéricas para redução de dívida pública depois de 2016, para aumentarem a confiança e criarem melhores condições de crescimento econômico, disse uma autoridade do G20 à Reuters neste sábado.

O compromisso, a ser discutido numa cúpula de líderes dos 20 países mais desenvolvidos e em desenvolvimento (G20) em São Petersburgo (Rússia), no início de setembro, vai se basear em promessas do G20 feitas em 2010 para estabilização de níveis de dívida sobre o PIB até 2016.

Mostrando o quão distantes estão diferentes potências do G20 sobre o compromisso a metas de dívida, outra importante fonte do grupo afirmou à Reuters que nada foi acertado em termos de compromisso.

"Não houve compromisso com metas após 2016", disse a fonte. "Os números citados simplesmente refletem planos orçamentários."

A autoridade disse que não havia números para o Japão ou para a maior parte das economias dos mercados emergentes.

Veja a seguir tabela com metas numéricas de níveis de dívida pública em relação ao PIB, que podem ser aprovadas, de acordo com a fonte do G20.

PAÍS/ANO 2012 2013 2016 2017

Estados Unidos 72,6 75,9 78,1 77,3

União Europeia 86,9 89,8 85,0 82,7

Inglaterra 75,9 79,2 85,6 84,8

França 90,2 93,6 90,7 88,2

Alemanha 81,9 80,5 71,5 69,0

Itália 127 130,4 121,4 117,3

Canadá 33,5 33,8 29,6 28,1

As metas fazem parte dos planos nacionais dos membros do G20 de colocar sua dívida pública numa trajetória sustentável que foi apresentada na reunião dos ministros das finanças e presidentes de bancos centrais do G20, na sexta-feira e no sábado.

A reunião se recusou a definir qualquer meta até 2016, devido a um consenso que determinou que o foco de curto prazo deveria ser voltado para reativar o crescimento.

A chefe do Fundo Monetário Internacional, Christine Lagarde, disse aos jornalistas, depois da reunião, que cabe a cada país apresentar a melhor proposta para chegar a melhor combinação de políticas para reduzir a dívida.

"Nossa impressão é que todos os jogadores ao redor da mesa estão determinados a colocar a sua dívida pública em uma trajetória decrescente", disse ela.

"Acho que o ritmo de queda, combinação da redução do déficit, consolidação fiscal e aumento do apoio ao crescimento é uma combinação política muito sutil, que está sujeita ao debate entre os países", disse ela.

"Nossa visão é que ela deve ser específica para cada país, ela deve ser progressiva ao longo do tempo, mas, certamente, para todos eles, ela precisa estar ancorada em medidas de médio prazo, metas, que realmente trarão esse grau de confiança de que os países estão tentando seriamente reduzir a sua dívida no longo prazo", afirmou Lagarde.

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