22 de Julho de 2013 / às 12:53 / em 4 anos

Economistas veem inflação e expansão do PIB mais baixos no Brasil em 2013

Por Camila Moreira

SÃO PAULO, 22 Jul (Reuters) - Economistas de instituições financeiras reduziram a expectativa para a inflação neste ano e no próximo depois de o Banco Central deixar claro que manterá o ritmo atual de aperto monetário para combater a alta dos preços.

Ao mesmo tempo, mantiveram a perspectiva para a Selic em 2013 e baixaram a projeção para o crescimento econômico.

Segundo a pesquisa Focus do Banco Central divulgada nesta segunda-feira, os analistas consultados revisaram a projeção para a inflação em 2013 a 5,75 por cento, ante 5,80 por cento na pesquisa anterior. Para 2014, a expectativa foi a 5,87 por cento, ante 5,90 por cento.

Na sexta-feira, o IPCA-15 mostrou desaceleração da alta em julho, voltando no acumulado em 12 meses a ficar abaixo do teto da meta do governo ao acumular alta de 6,40 por cento, alimentando a avaliação de que o pior já passou neste ano.

Neste cenário, os economistas mantiveram a projeção de que a Selic encerrará este ano a 9,25 por cento, mas reduziram a perspectiva para 2014 a 9,38 por cento, segundo a mediana das previsões, ante 9,5 por cento. O BC deu continuidade neste mês ao ciclo de aperto monetário elevando a taxa básica de juros em 0,5 ponto percentual, a 8,50 por cento.

Na ata dessa reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), o BC repetiu que sua política deve permanecer “especialmente vigilante” e que é “apropriada a continuidade do ritmo de ajuste das condições monetárias ora em curso”.

Para a reunião de agosto do Copom, os analistas esperam nova alta de 0,5 ponto percentual, repetindo previsão da semana anterior.

Por sua vez, o Top 5 de médio prazo, com as instituições que mais acertam as projeções nesse período, aponta que a estimativa para a Selic é de 9,50 por cento neste ano, inalterado ante a semana anterior. Para 2014, a perspectiva também foi mantida em 9,50 por cento.

Já a projeção para o IPCA em 2013 é de 6,02 por cento, inalterado ante a semana anterior, enquanto a perspectiva para 2014 foi reduzida a 5,97 por cento, ante 6,30 por cento.

DÓLAR E CRESCIMENTO

O Focus mostrou que os economistas elevaram a expectativa para o dólar no final deste ano a 2,24 reais, ante 2,20 reais. Na ata da última reunião do Copom, o BC reconheceu que a depreciação do real ante o dólar representa uma pressão inflacionária no curto prazo.

Em relação ao crescimento econômico, os economistas reduziram pela décima semana seguida a expectativa para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano, a 2,28 por cento, ante 2,31 por cento anteriormente. Para 2014, a projeção caiu a 2,60 por cento, ante 2,80 por cento.

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou à Reuters na semana passada que a atividade brasileira pode crescer entre 2,5 e 3 por cento neste ano.

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