24 de Julho de 2013 / às 10:19 / 4 anos atrás

Pão de Açúcar tem queda no lucro, mas ViaVarejo surpreende

Funcionário recolhe carrinho de compras em frente a uma loja do supermercado Pão de Açucar, em São Paulo. Com impacto de despesas operacionais extras, o lucro líquido do Grupo Pão de Açúcar caiu quase 69 por cento no segundo trimestre, mas o resultado trouxe números fortes da área de eletrodomésticos da empresa e crescimento das vendas consolidadas, o que fazia as ações avançarem nesta quarta-feira. 28/07/2011.Nacho Doce

SÃO PAULO (Reuters) - Com impacto de despesas operacionais extras, o lucro líquido do Grupo Pão de Açúcar caiu quase 69 por cento no segundo trimestre, mas o resultado trouxe números fortes da área de eletrodomésticos da empresa e crescimento das vendas consolidadas, o que fazia as ações avançarem nesta quarta-feira.

Resultante da fusão entre Casas Bahia e Ponto Frio, a área de eletrodomésticos ViaVarejo viu o lucro subir 19 vezes sobre um ano antes, alcançando 95 milhões de reais entre abril e junho, com uma performance classificada de "surpreendentemente positiva de cima a baixo" pelos analistas do BTG Pactual, em relatório divulgado nesta manhã.

A divisão de eletrodomésticos e móveis do grupo foi a grande responsável por fazer a última linha do balanço do grupo vir no azul no segundo trimestre: sozinha, a unidade GPA Alimentar, que engloba as bandeiras Pão de Açúcar, Extra e Assaí, teve prejuízo de 18 milhões de reais, majoritariamente impactado por despesas operacionais extraordinárias. Um ano antes, a unidade havia tido lucro de 142 milhões, excluindo ativos imobiliários.

A geração de caixa do grupo medida pelo Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado somou 958 milhões de reais, alta de 20,6 por cento sobre igual período de 2012. O número desconsidera as despesas extraordinárias do período.

O lucro líquido ajustado do grupo, por sua vez, cresceu 36 por cento mais alto, chegando a 327 milhões de reais.

Analistas consultados pela Reuters estimavam em média Ebitda de 812 milhões.

A companhia destacou no balanço que a linha "outras despesas operacionais" somou 350 milhões de reais entre abril e junho, com o provisionamento de riscos tributários de 163 milhões de reais, e o impacto de 67 milhões com trabalhos de consultores externos contratados para analisar os lançamentos contábeis relacionados à associação entre Pontofrio e Casas Bahia. Um ano antes o resultado desta linha havia sido praticamente nulo.

Gastos com reestruturação e resultado com ativo imobilizado (51 milhões), e provisões relacionadas a riscos trabalhistas e outros (69 milhões) também ajudaram a corroer os ganhos da empresa.

Desconsiderando esse impacto das despesas extraordinárias, analistas consideraram os números operacionais como positivos. "Os resultados foram sólidos e impulso positivo parece ter vindo para ficar", disse o BTG Pactual.

"O maior gatilho para o crescimento do lucro deve ser a queda nas despesas gerais e administrativas na divisão de bens duráveis. Nós acreditamos, portanto, que as ações continuarão a ter um desempenho acima da média do mercado no curto e médio prazo", acrescentou o BTG.

No trimestre, as vendas líquidas fechadas nas mesmas lojas subiram 7,3 por cento, beneficiadas, segundo a empresa, pela aceleração no crescimento da ViaVarejo.

No consolidado, o avanço da receita líquida foi de 11,2 por cento, para 13,38 bilhões de reais.

Às 10h42, o papel preferencial da companhia subia 2 por cento, com o Ibovespa em queda de 0,18 por cento.

Por Marcela Ayres

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