Efeitos da perda de fôlego da China começam a se espalhar

quarta-feira, 24 de julho de 2013 10:59 BRT
 

Por Langi Chiang e Jonathan Standing

PEQUIM, 24 Jul (Reuters) - A indústria chinesa perdeu mais fôlego em julho, e o mercado de trabalho se enfraqueceu, mostrou uma pesquisa divulgada na quarta-feira, complicando uma transição para um crescimento mais apoiado no consumo interno.

Os efeitos também começam a ser sentidos além das fronteiras nacionais. As exportações japonesas já estão crescendo menos, apesar da desvalorização do iene, enquanto a Apple lamentava a incomum redução na demanda chinesa por aparelhos eletrônicos de marcas mais valorizadas.

"A desaceleração chinesa está começando a ficar mais perigosa", alertou Yasuo Yamamoto, economista-sênior do Instituto de Pesquisas Mizuho, em Tóquio.

Desde que assumiram seus cargos, em março, os novos líderes chineses se dizem preparados para tolerar um crescimento mais modesto e para promover uma reestruturação da economia no sentido de valorizar o consumo interno.

Mas não está claro até que ponto o governo chinês irá tolerar uma redução do crescimento, e os dados sugerem que os esforços para alterar as bases econômicas ficarão cada vez mais difíceis.

O Índice HSBC/Markit dos Gerentes de Compras mostrou que o declínio da produção, do emprego e das novas encomendas se acelerou em julho. O índice geral das condições empresariais caiu de 48,2 no final de junho para 47,7, no terceiro mês seguido abaixo do nível 50, que marca o limite entre a expansão e a contratação. Foi também o pior resultado desse indicador desde agosto de 2012.

O subíndice relativo ao emprego caiu para 47,3 em julho, pior resultado desde o começo de 2009.

"Esse relatório pode reacender os temores de um pouso forçado chinês", disse Annette Beacher, diretora de pesquisas na Ásia-Pacífico da TD Securities, de Cingapura. “'Esperamos que o crescimento econômico continue se moderando na direção dos 7 por cento."   Continuação...