China vê pressões de emprego, destacando peso de reformas

quinta-feira, 25 de julho de 2013 10:05 BRT
 

Por Xiaoyi Shao e Jonathan Standing

PEQUIM, 25 Jul (Reuters) - A China enfrenta forte pressão sobre o emprego nos próximos meses, afirmou o Ministério do Trabalho nesta quinta-feira, destacando a profundidade do desafio diante de Pequim, à medida que tenta reduzir a dependência da indústria sem perturbar a estabilidade social.

Os líderes da China estão trabalhando para transformar a economia em uma que seja guiada pelo consumo doméstico e pela demanda, ante o foco atual na indústria e nas exportações, mas essas mudanças levantam a possibilidade de perdas de vagas de trabalho à medida que as indústrias tradicionais se reestruturam.

Os líderes têm estado sob tensão nas últimas semanas para mostrar que estão cientes do lado negativo da busca por reformas. O primeiro-ministro, Li Keqiang, têm falado sobre proteger os "limites mais baixos" do crescimento e do emprego, embora não tenha especificado quais são os limites.

Falhar em manter os chineses empregados pode ameaçar a estabilidade social e a prosperidade econômica que o Partido Comunista afirma justificar sua decisão de partido único.

"A China enfrenta tarefas bastante pesadas em relação ao emprego nos próximos meses e a pressão sobre o emprego será muito grande", disse Yin Chengji, porta-voz do Ministério de Recursos Humanos e Seguridade Social.

O governo está tentando lidar com o excesso de capacidade nas indústrias como a do aço, cimento e naval, e está apostando no desenvolvimento da indústria de serviços para absorver o excedente de mão-de-obra, uma transição que o governo admite que possa ser penosa.

A pesquisa preliminar do Índice dos Gerentes de Compras (PMI) do HSBC/Markit para a China mostrou na quarta-feira que o mercado de trabalho na indústria se enfraqueceu mais em julho, com o subíndice de emprego recuando para o menor nível em mais de quatro anos.

O crescimento econômico desacelerou para 7,5 por cento no segundo trimestre, e economistas dizem que os líderes acreditam que um crescimento anual de 7 por cento é necessário para criar empregos suficientes visando a manter a estabilidade social, embora os líderes nunca tenham especificado um número.

Tem havido uma série de anúncios de medidas de apoio para a indústria nos últimos dias que, embora não sejam expressivamente voltadas para o emprego, devem oferecer suporte.

(Reportagem de Xiaoyi Shao e Jonathan Standing)