BCE deveria cortar taxas e anunciar novos empréstimos baratos a bancos--FMI

quinta-feira, 25 de julho de 2013 11:18 BRT
 

Por Jan Strupczewski

BRUXELAS, 25 Jul (Reuters) - O Banco Central Europeu (BCE) pode ter que cortar as taxas de juros e iniciar uma nova rodada de afrouxamento monetário não convencional para ajudar a impulsionar a economia da zona do euro, que ainda é pressionada pelos cortes de gastos, informou o Fundo Monetário Internacional (FMI) nesta quinta-feira.

Embora as pesquisas recentes de Índice de Gerentes de Compras (PMI) da zona do euro tenham sugerido que a atividade de negócios está acelerando, oferecendo certa esperança de que o bloco pode retornar ao crescimento em breve, o FMI não vê uma recuperação até 2014.

Em avaliação da economia dos 17 países que compartilham o euro, a organização com sede em Washington disse que os esforços para sustentar as finanças públicas podem reduzir o crescimento em até 1,25 ponto percentual neste ano.

Como resultado, o FMI estimou de que a zona do euro permanecerá em recessão pelo segundo ano consecutivo, contraindo outros 0,6 por cento antes de retornar a um crescimento de 0,9 por cento em 2014.

"Para a região como um todo, o impacto do crescimento negativo da consolidação pode alcançar de 1 a 1,25 ponto percentual neste ano", informou o FMI. "O ajuste fiscal deve ser em fases para evitar uma queda excessiva no crescimento".

Com risco de estagnação na zona do euro, e pressão inflacionária muito fraca, o BCE deveria agir para ajudar o crescimento com medidas para reduzir a "fragmentação" dos mercados financeiros --uma termo que remete às taxas de crédito díspares para as empresas no norte no sul da zona do euro.

"O apoio monetário não convencional adicional pode ajudar a reverter a fragmentação", disse o FMI.

"Avançando com sua abordagem atual, o BCE deveria garantir as necessidades de financiamento a prazo para os banco fracos mas solventes através de LTRO adicionais de teor adequado", mostrou o relatório do FMI, referindo-se aos empréstimos extremamente baratos do BCE aos bancos, chamados Operações de Refinanciamento de Longo Prazo.

"Isso será mais eficaz se for acompanhado por cortes colaterais menores, particularmente em empréstimos para pequenas e médias empresas", segundo o relatório.

O relatório elogiou o tempo extra que os ministros das Finanças da União Europeia deram a muitos países da zona do euro para reduzirem seus déficits orçamentários como uma maneira de sustentar a demanda, mas informou que prazos ainda mais longos para os governos podem ser necessários.