Petroleiros fazem greve de 24 horas em 39 plataformas de Campos

quinta-feira, 25 de julho de 2013 11:51 BRT
 

SÃO PAULO, 25 Jul (Reuters) - Trabalhadores do setor de petróleo começaram uma greve de 24 horas no início desta quinta-feira em 39 plataformas para protestar contra uma redução de compensações de horas extras pela Petrobras, disseram sindicatos.

Na noite da véspera, a categoria afirmava que a greve atingiria 33 plataformas.

Um representante da Petrobras disse que não havia interrupção na produção de petróleo e gás na Bacia de Campos, a mais importante em volume bombeado no país.

O Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense, que representa os trabalhadores da Bacia de Campos, disse em sua página na internet que a greve, que começou pouco antes da 3 horas da manhã, chegou a interromper a produção das plataformas P-07 e P-15.

O sindicato disse que as duas unidades foram desativadas pela gerência. Juntas, as duas plataformas produzem em média 12.300 barris de petróleo por dia, segundo a entidade. As outras 37 plataformas em Campos estariam produzindo, apesar da greve.

Os trabalhadores geralmente mantêm uma equipe mínima para garantir a segurança das operações.

A categoria protesta contra decisão da Petrobras de suspender o pagamento adicional por horas extras no repouso, segundo o sindicato.

"Os trabalhadores embarcados e recebiam como se estivessem em terra. Esse cálculo por mais de 10 anos estava sendo feito errado", disse o diretor da Federação Única dos Petroleiros, Francisco José de Oliveira, explicando que a empresa deixou de pagar uma correção desta diferença.

A Petrobras afirmou que está aberta para o diálogo com os sindicatos mas não informou se havia negociações ativas sobre a compensação de horas extras.   Continuação...

 
Vista aérea da plataforma de petróleo P-52 da Petrobas, na bacia de Campos, Rio de Janeiro. Trabalhadores do setor de petróleo começaram uma greve de 24 horas no início desta quinta-feira em 39 plataformas para protestar contra uma redução de compensações de horas extras pela Petrobras, disseram sindicatos. 28/11/2007. REUTERS/Bruno Domingos