Prejuízo da Usiminas no 2o tri fica abaixo do esperado

sexta-feira, 26 de julho de 2013 09:44 BRT
 

SÃO PAULO, 26 Jul (Reuters) - A maior produtora de aços planos do Brasil encerrou o segundo trimestre com novo prejuízo, mas o resultado veio melhor que o esperado pelo mercado, com ganhos de eficiência, custos controlados apesar do impacto da valorização do dólar contra o real e redução de alavancagem.

A companhia teve prejuízo líquido trimestral, o sexto consecutivo, de 22 milhões de reais entre abril e junho, abaixo da menor das estimativas de resultado negativo esperadas por seis analistas em pesquisa da Reuters, que iam de 31 a 402 milhões de reais.

Um ano antes, a empresa havia registrado prejuízo de 87 milhões de reais. A perda também foi menor que o resultado negativo de 123 milhões de reais dos três primeiros meses deste ano.

Segundo a Usiminas, "apesar do fraco crescimento da produção industrial no Brasil no primeiro semestre, o desempenho dos grandes setores consumidores de aço foi relativamente positivo (...) com crescimento da produção de bens de capital".

A geração de caixa medida pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado somou 441 milhões de reais, salto de 90,1 por cento na comparação anual e de 41 por cento sobre o primeiro trimestre. A margem no período passou de 7,2 para 13,6 por cento, na comparação anual.

A expectativa média de seis analistas era Ebitda de 391 milhões e margem de 11,9 por cento.

Segundo dados do balanço, a Usiminas conseguiu melhorar sua eficiência ao elevar o Ebitda por tonelada de aço produzida de 126 reais no segundo trimestre de 2012 para 252 reais nos três meses encerrados em junho deste ano. No primeiro trimestre, a relação foi de 189 reais.

E enquanto a valorização do dólar deixou insumos mais caros quando convertidos em reais, o custo por tonelada ficou praticamente estável na comparação anual, passando de 1.662 reais para 1.640, e recuou sobre os 1.798 reais do primeiro trimestre.

O resultado foi conseguido com a empresa focando 90,9 por cento de suas vendas no mercado interno, mais rentável que exportações, no segundo trimestre ante 70 por cento no mesmo período de 2012 e 77 por cento no primeiro trimestre deste ano.   Continuação...