Embraer vê entrega de jatos executivos no piso da meta em 2013

sexta-feira, 26 de julho de 2013 13:42 BRT
 

Por Roberta Vilas Boas e Brad Haynes

SÃO PAULO, 26 Jul (Reuters) - A fabricante de aviões Embraer previu nesta sexta-feira que atingirá o ponto menor da a meta de entregas de jatos executivos de grande porte em 2013, segundo o presidente da empresa, Frederico Curado, em teleconferência com analistas.

A empresa tem como meta a entrega de 80 e 90 jatos executivos leves, além de 25 a 30 executivos grandes neste ano.

"Na categoria de menor parte estamos indo relativamente bem e nos sentimos confortáveis em atingir as metas. Vemos alguma desaceleração no segmento de maior parte. Nesse momento, estamos indo à menor faixa da nossa meta", disse Curado.

No primeiro semestre, a Embraer entregou 41 aeronaves executivas e 39 aeronaves comerciais.

A fabricante reafirmou também as metas financeiras e operacionais de 2013, apostando num segundo semestre mais forte que o primeiro. A meta da fabricante de aviões é ter uma margem operacional (Ebit) de 9 a 9,5 por cento e receita líquida entre 5,9 bilhões e 6,4 bilhões de dólares.

"A atividade tem uma sazonalidade onde o segundo semestre tem maior número de entregas", disse mais cedo o vice-presidente financeiro e relações com investidores, José Filippo, em teleconferência com jornalistas.

A fabricante de aeronaves anunciou na quinta-feira à noite que fechou o segundo trimestre com um inesperado prejuízo, por conta do efeito do dólar mais alto sobre ativos não monetários, como estoques, e de menores entregas de jatos comerciais.

No primeiro semestre, a margem Ebit ficou em 6,6 por cento, enquanto a receita líquida totalizou 2,642 bilhões de dólares.   Continuação...

 
Jatos privados na sede da Embraer em São José dos Campos, a 100 km de São Paulo, 14 de maio de 2013. A fabricante de aviões Embraer previu nesta sexta-feira que atingirá o ponto menor da meta de entregas de jatos executivos de grande porte em 2013, segundo o presidente da empresa, Frederico Curado, em teleconferência com analistas. 14/05/2013 REUTERS/Nacho Doce