Usiminas reduz prejuízo no 2o tri, ações disparam mais de 12%

sexta-feira, 26 de julho de 2013 16:55 BRT
 

SÃO PAULO, 26 Jul (Reuters) - A Usiminas teve prejuízo líquido muito menor que o esperado pelo mercado no segundo trimestre e sinalizou que a melhora gradual de sua margens veio para ficar, fazendo as ações da maior produtora de aços planos do país dispararem mais de 12 por cento nesta sexta-feira.

De abril a junho, a companhia teve prejuízo de 22 milhões de reais, o sexto prejuízo trimestral consecutivo, porém o número superou a melhor das estimativas dentre os seis analistas consultados da Reuters.

As estimativas do mercado variaram de 31 a 402 milhões de reais, após a companhia ter tido prejuízo de 87 milhões de reais um ano antes e de 123 milhões de janeiro a março.

Além da melhora na última linha, a Usiminas espera que sua margem de lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) se mantenha em dois dígitos nos próximos trimestres, disse o diretor financeiro da companhia, Ronald Seckelmann, em teleconferência a analistas. No segundo trimestre, a margem foi de 13,6 por cento.

"A princípio, não há nenhuma razão para dizer que isso não possa continuar", disse o executivo.

A previsão ocorre em meio a contínuos esforços de corte de custos da empresa, venda de ativos não essenciais e estabilidade de preços de aço no Brasil, que proporciona mais rentabilidade do que exportações e foi destino de 91 por cento das vendas no período, ante 70 por cento em igual etapa de 2012.

"Os resultados vieram melhores que o consenso do mercado, principalmente na margem operacional, que pode resultar em revisões para cima de previsões de lucro nos próximos trimestres", disse Juliana Chu, analista da Votorantim Corretora, em relatório a clientes.

Apesar disso, analistas incluindo Leonardo Correa, do HSBC Securities, afirmaram que a fraqueza da economia brasileira e a resistência de clientes e distribuidores a aumentos de preços de aço podem ameaçar a recuperação da Usiminas.

Mas o diretor comercial da siderúrgica, Sérgio Leite, afirmou que a tendência de preços de aço no Brasil para o terceiro trimestre é de estabilidade a ligeira alta entre 1 e 1,5 por cento, com as vendas de aços planos do setor como um todo avançando em ritmo anualizado de 3 por cento.   Continuação...