Kuroda: economia do Japão pode lidar com alta de imposto sobre vendas

segunda-feira, 29 de julho de 2013 09:36 BRT
 

Por Stanley White

TÓQUIO, 29 Jul (Reuters) - O presidente do banco central do Japão, Haruhiko Kuroda, disse que um aumento planejado no imposto sobre vendas não irá afetar a economia e é necessário para reparar as finanças públicas, em meio a sinais crescentes nesta segunda-feira de que o primeiro-ministro pode adiar ou até diluir o efeito da medida.

Kuroda, nomeado pelo primeiro-ministro Shinzo Abe neste ano, disse que a disciplina fiscal é importante porque os yields de longo prazo podem subir se os investidores acharem que as compras do banco central da dívida do governo têm como objetivo financiar os gastos.

Abe ordenou um estudo de alternativas para o plano de dobrar o imposto sobre vendas para 10 por cento, disseram fontes do governo, levantando preocupações de que um aumento nos yields dos títulos possa prejudicar os esforços do governo e do banco central para escapar da deflação.

"Eu não acho que aumentar o imposto sobre vendas como planejado atualmente fará qualquer grande mal à economia", disse Kuroda em discurso em Tóquio.

O quantitative easing (programa de compra de títulos) do BC japonês, que foi anunciado em abril, está realizando um grande progresso na direção de tirar o Japão de 15 anos de deflação, disse Kuroda.

O imposto sobre vendas deve subir para 8 por cento em abril de 2014 e então para 10 por cento em 2015, e Abe disse que decidirá no outono (no hemisfério norte) se irá avançar com o primeiro aumento.

Voltar atrás com a reforma fiscal pode afetar a confiança do investidor, que tem permitido ao Japão emprestar dinheiro de maneira mais barata, embora o fardo de sua dívida seja o pior entre as maiores economias, sendo mais do que o dobro do tamanho de sua economia de 5 trilhões de dólares.

(Reportagem de Stanley White)