Agricultores de China, Índia e Brasil ganham com fim de cartel de potássio

quarta-feira, 31 de julho de 2013 16:19 BRT
 

Por Rajendra Jadhav e Lucy Hornby

MUMBAI/PEQUIM, 31 Jul (Reuters) - Agricultores da China, Índia e Brasil serão os grandes beneficiários do fim de um dos dois grandes cartéis globais da indústria de potássio, ingrediente de fertilizantes fundamentais para importantes países produtores de alimentos do mundo.

A saída da russa Uralkali da joint venture Belarus Potash Company (BPC), anunciada na terça-feira, abre caminho para os consumidores exigirem reduções de preços de potássio substanciais, na avaliação de representantes do setor.

China e Índia respondem por cerca de 30 por cento da demanda global de potássio, e tinham sido forçados a engolir os altos preços por uma década em um mercado dominado pela BPC, integrada pela Uralkali, e pela Canpotex, da América do Norte.

Assim como Índia e China, o Brasil é um grande importador de potássio, comprando no exterior cerca de 90 por cento do insumo para a produção de fertilizante.

A Uralkali terminou a sua joint venture com Belaruskali na terça-feira, citando um impasse sobre as vendas e disse que iria exportar por meio sua trading com sede na Suíça.

Companhias estatais chinesas realizaram reuniões de emergência na quarta-feira para discutir o assunto, que vem à tona antes de negociações do contrato deste ano esperadas para o próximo mês.

"Isso vai acabar afetando preço... isso fortalece a nossa mão na próxima rodada de negociações de preços", disse Xuan Kong, diretor de relações com investidores da Sinofert, o maior distribuidor de fertilizante da China.

Os preços do potássio podem cair em até 25 por cento este ano, disse a Uralkali na terça-feira, para cerca de 300 dólares por tonelada, em função do aumento da competição.   Continuação...