Enquanto outros bancos deixam as commodities, BTG Pactual mergulha no setor

quarta-feira, 31 de julho de 2013 17:10 BRT
 

Por Jeanine Prezioso e Emma Farge e Guillermo Parra-Bernal

NOVA YORK/GENEBRA/SÃO PAULO, 31 Jul (Reuters) - O BTG Pactual, o maior banco de investimentos independente da América Latina, está fazendo um movimento ousado para atuar nos mercados globais de commodities, enquanto outros bancos deixam o setor, apostando que poderá evitar as pressões regulatórias que vêm afetando os rivais.

Mesmo que os legisladores e reguladores dos Estados Unidos reforcem o controle de gigantes de Wall Street sobre suas operações físicas de commodities, o banco privado sob comando do bilionário brasileiro André Esteves tem dado continuidade ao seu plano de expansão de 300 milhões de dólares ou mais que vem surpreendendo o setor.

Desde a contratação do ex-presidente-executivo do Grupo Noble Ricardo Leiman para liderar a unidade, o BTG recrutou quase uma dúzia de operadores, gerentes e analistas em Londres, Genebra e Nova York para cobrir tudo no setor, desde frete de grãos até gás natural, de acordo com "headhunters" e uma fonte familiarizada com os planos.

Ozeias Silva de Oliveira, sediado em São Paulo, que dirigia a mesa de grãos da Noble, também está numa posição importante e será acompanhado por vários altos funcionários de sua antiga empresa.

O projeto em construção é parte de um esforço ousado para combinar as bem conceituadas equipes de pesquisa sobre commodities do BTG com capacidade de negociação, disse a fonte.

Logística e armazenagem, os principais problemas para os produtores de soja, café e açúcar no Brasil, são outra área de interesse, disse a fonte. O banco espera gastar mais de 300 milhões de dólares para construir o negócio, segundo duas fontes familiarizadas com a estratégia do banco.

Representantes do BTG em São Paulo declinaram pedidos para comentar sobre os planos do banco.

A onda de contratações do BTG se destaca em uma indústria que tem visto desgaste dos grandes bancos nos últimos anos, uma tendência que ameaça levar os políticos e reguladores dos EUA a submeterem as operações de commodities dos bancos a pressões sem precedentes.   Continuação...