31 de Julho de 2013 / às 23:13 / em 4 anos

Governo mantém espanhois no leilão do trem-bala; reajusta pedágios

BRASÍLIA, 31 Jul (Reuters) - O acidente com um trem na Espanha na semana passada, que matou 79 pessoas, não exclui o consórcio do país da disputa pelo leilão do trem de alta velocidade brasileiro (TAV), que deve acontecer em setembro, disse nesta quarta-feira o ministro dos Transportes, César Borges.

“Não, que eu saiba não (exclui os espanhóis). Não sou a comissão (que vai analisar as inscrições), mas como governo, não”, disse, em entrevista a jornalistas.

O edital do leilão do trem-bala que ligará Campinas, São Paulo e Rio de Janeiro, veta a participação de operadores que tiveram acidentes fatais em sistemas de alta velocidade nos últimos cinco anos.

O governo espanhol tem sustentado, porém, que o trem que se acidentou na semana passada não pertencia à rede de alta velocidade. “Ali não é trem de alta velocidade”, disse o ministro, concordando com os espanhóis, que estão entre os principais interessados no projeto brasileiro.

Borges também negou que o governo esteja planejando adiar o leilão do trem-bala, e disse que a ideia é manter data do leilão em 19 de setembro.

“Não passou por mim (essa informação), não passou pelo Bernardo Figueiredo (presidente da EPL)”, disse. “Eu estive com a ministra Gleisi Hoffmann (Casa Civil), estive com o ministro da Fazenda (Guido Mantega), todos os envolvidos que têm capacidade para influenciar no processo, e nenhum manifestou isso; eu não sei de onde surgiu isso”.

PEDÁGIOS

Segundo Borges, o governo também decidiu aplicar o reajuste em tarifas de pedágios de rodovias federais em 2013, mas tomará medidas para compensar o efeito do aumento.

Anteriormente, o governo cogitou suspender a aplicação do reajuste. Agora, o aumento aplicado, mas o governo vai buscar maneiras de atenuar esse impacto nas tarifas.

No caso das concessionárias da Rodovia Presidente Dutra e da Ponte Rio-Niterói, ambas da CCR, Borges disse que serão tomadas medidas como a redução da taxa de fiscalização cobrada pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Com isso, o reajuste a ser anunciado na quinta-feira, deve ser praticamente nulo para os usuários.

“No caso desses dois iniciais, a Nova Dutra e a Ponte Rio-Niterói, falei com a ANTT e chegamos quase à conclusão que vai permanecer quase o mesmo valor”, disse Borges.

O ministro disse ainda que o governo definiu a taxa de juro para financiamento das próximas concessões de rodovias. Nos bancos públicos, a referência será a Taxa de Juro de Longo Prazo (TJLP), hoje em 5 por cento ao ano, mais 1,5 por cento. Nos bancos privados, o financiamento custará TJLP acrescida de até 2 por cento. (Por Leonardo Goy; Edição de Aluísio Alves)

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