Lucro da Avon supera estimativas no trimestre

quinta-feira, 1 de agosto de 2013 11:31 BRT
 

1 Ago (Reuters) - A Avon divulgou lucro trimestral maior que o esperado nesta quinta-feira, ajudada por um salto nos negócios na América Latina, seu maior mercado, mas disse que uma tentativa de acordo em investigação de suborno foi rejeitada.

Em comunicado ao mercado, a companhia disse que o Departamento de Justiça dos EUA e a SEC, a CVM norte-americana, rejeitaram uma oferta de 12 milhões de dólares feita em junho para encerrar a investigação sobre o envolvimento dos funcionários em tentativas de suborno, visando a expansão da companhia no exterior. A investigação do governo começou em 2011.

A Avon disse que pode ter que pagar mais que isso para encerrar a investigação, com a qual já gastou centenas de milhões de dólares. Um inquérito iniciado pela própria companhia foi aberto em 2008.

A Avon teve lucro líquido de 31,9 milhões de dólares, ou 0,07 dólar por ação, ante lucro de 61,6 milhões, ou 0,14 dólar por ação, um ano antes.

Excluindo itens especiais, o lucro das operações continuadas foi de 0,29 dólar por ação, 0,04 dólar acima do esperado por Wall Street, segundo a Thomson Reuters I/B/E/S.

A receita caiu 2 por cento, para 2,51 bilhões de dólares, mas teria subido na mesma proporção se não fosse afetada por flutuações cambiais desfavoráveis. A Avon disse que o número de itens vendidos e o tamanho da sua força de vendas mantiveram-se inalterados no trimestre.

Na América Latina, onde a Avon fatura metade da sua receita, as vendas subiram 7 por cento, excluindo o impacto cambial. A Avon também disse que passou a ter 2 por cento mais representantes de vendas no Brasil, o mais recente sinal de uma reestruturação dos negócios no país.

A companhia atualizou seus sistemas de computador no Brasil para tornar o acesso mais fácil para as representantes, muitas das quais haviam desertado para rivais como a Natura para atender aos pedidos.

Por outro lado, os problemas persistiram na América do Norte, onde as vendas caíram 12 por cento, e na China, onde recuaram 28 por cento.

(Por Phil Wahba em Nova York e Jessica Wohl em Chicago)