Indústria e desemprego nos EUA apontam para economia mais firme

quinta-feira, 1 de agosto de 2013 14:25 BRT
 

Por Lucia Mutikani

WASHINGTON, 1 Ago (Reuters) - A atividade industrial nos Estados Unidos saltou para máxima em dois anos em julho e os pedidos iniciais de auxílio-desemprego atingiram mínima em 5 anos e meio na semana passada, reforçando as visões de que o crescimento econômico irá acelerar no segundo semestre do ano.

O aumento da força na economia no início do terceiro trimestre mantém as expectativas de que o Federal Reserve, banco central norte-americano, começará a reduzir seu estímulo monetário ainda neste ano.

"A perspectiva de crescimento futuro permanece em uma trajetória muito positiva, mantendo o cronograma de redução em setembro firmemente intacto apesar da observação do Fed sobre inflação abaixo da meta", disse o economista Gennadiy Goldberg, da TD Securities, em Nova York.

O Instituto de Gestão de Fornecimento (ISM, na sigla em inglês) informou que seu índice da atividade industrial nacional subiu para 55,4 ante 50,9 em junho, sustentado por um aumento nas novas encomendas e na produção. Leitura acima de 50 indica expansão no setor.

A aceleração da atividade nas fábricas do país também foi reforçada pelo Markit, que informou que seu Índice de Gerentes de Compras (PMI) da indústria subiu para máxima em quatro meses em sua leitura final de julho. Ambas as pesquisas mostraram um aumento nos empregos na indústria.

Separadamente, o Departamento do Trabalho informou que os pedidos iniciais de auxílio-desemprego caíram em 19 mil na semana passada, para 326 mil segundo dados ajustados sazonalmente, o menor nível desde janeiro de 2008.

"Isso sugere que o mercado de trabalho ainda está expandindo. Não há indicações de que esteja desacelerando. Ele pode na verdade estar acelerando um pouco", disse o economista sênior David Sloan, da 4Cast, em Nova York.

Os dados da indústria e a melhora das condições do mercado de trabalho de maneira estável sugerem que a economia começou bem o terceiro trimestre. O crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) acelerou para uma taxa anual de 1,7 por cento no segundo trimestre ante o ritmo de 1,1 por cento nos três primeiros meses do ano.

Em mais um relatório divulgado nesta quinta-feira, o Departamento do Comércio mostrou uma queda inesperada nos gastos com construção em junho. Economistas não estavam muito preocupados com a queda, notando que as despesas com construção de maio e abril foram revisados para cima.