Balança comercial tem 2º pior déficit da história em julho

quinta-feira, 1 de agosto de 2013 18:59 BRT
 

Por Nestor Rabello

BRASÍLIA, 1 Ago (Reuters) - Afetada pela forte importação de combustíveis, a balança comercial brasileira registrou em julho o segundo maior déficit mensal em mais de meio século, indicando que a desvalorização do real ainda não teve o impacto desejado nas contas externas brasileiras.

O país registrou saldo comercial negativo de 1,897 bilhão de dólares no mês passado --segundo pior déficit desde 1959-- e acumulando no ano perdas líquidas de 4,989 bilhões de dólares, ante superávit de 9,927 bilhões de dólares no mesmo período do ano passado, informou o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior nesta quinta-feira.

O resultado de julho veio pior que o esperado pela mediana dos especialistas consultados pela Reuters, que projetavam saldo positivo de 480 milhões de dólares no mês. O número de julho só é melhor do que o déficit registrado em janeiro deste ano, de 4,040 bilhões de dólares, segundo a série histórica do Banco Central iniciada em 1959.

Em junho, a balança comercial registrou superávit de 2,301 bilhões de dólares.

No mês passado, as exportações somaram 20,807 bilhões de dólares, queda de 14,4 por cento pela média diária em relação a junho e de 5,2 por cento ante julho de 2012.

Pesou na conta a retração das vendas de semimanufaturados, como ferro fundido e óleo de soja em bruto, de 24,5 por cento em relação a julho de 2012 e de 12,4 por cento ante junho deste ano, e dos produtos básicos.

Já as importações somaram 22,704 bilhões de dólares em julho, alta de 19,7 por cento ante julho de 2012 e de 4,8 por cento sobre junho, influenciadas sobretudo por um forte aumento das compras de combustíveis e lubrificantes, que subiram 67,5 por cento e 85,1 por cento na mesma comparação.

"2013 é um ano atípico para o nosso comércio exterior em função, exatamente, da importância da conta petróleo para o desempenho comercial do Brasil", afirmou a jornalistas a secretária de Comércio Exterior do ministério, Tatiana Prazeres.   Continuação...