ATUALIZA 1-BC chinês promete melhor comunicação e vigia inflação

sexta-feira, 2 de agosto de 2013 09:25 BRT
 

PEQUIM, 2 Ago (Reuters) - O banco central da China prometeu nesta sexta-feira melhor sua comunicação com os investidores para manter a liquidez do mercado e as taxas de juros estáveis, em referência indireta ao aperto de crédito sem precedentes do país em junho.

Reiterando que a política monetária da China permanecerá prudente, o BC chinês informou em seu relatório de política trimestral que espera ancorar as expectativas de curto prazo de investidores sobre as taxas de juros e a liquidez do mercado.

As taxas de juros de curto prazo da China saltaram para 30 por cento no fim de junho, depois que o banco central se recusou a aumentar a oferta de dinheiro para aliviar um aperto de crédito causado em parte pelo aumento sazonal na demanda por fundos.

O movimento foi visto amplamente como um alerta aos bancos para tomarem medidas enérgicas em relação às práticas de empréstimo de risco, mas gerou distúrbio no mercado monetário, que abalou a confiança dos investidores e derrubou as ações chinesas.

"Iremos administrar e ajustar a liquidez no sistema bancário ao mesmo tempo que aumentamos a comunicação com o mercado e o público para estabilizar as expectativas", informou o banco central.

"Iremos guiar as instituições financeiras a operarem de maneira estável e pedir a elas que melhorem sua liquidez, gestão de risco e os controles internos".

O banco também reiterou que os controles rigorosos sobre o mercado imobiliário continuarão, e não sinalizou nenhuma mudança na postura de política.

O banco disse que a política monetária será ajustada quando necessário para estimular o crescimento econômico estável. O BC disse que permitirá que a oferta de crédito cresça moderadamente, mas mostrou cautela sobre a inflação.

A economia da China, a segunda maior do mundo, desacelerou em nove dos últimos 10 trimestres, uma vez que a debilitada demanda doméstica e externa pesou sobre o crescimento nas exportações e na produção industrial. A economia corre perigo de registrar seu pior desempenho anual em quase duas décadas neste ano.

"Nós não podemos ficar otimistas de modo cego com a tendência dos preços do consumidor", disse o banco central. "Nós devemos continuar a guiar e estabilizar as expectativas de inflação".