5 de Agosto de 2013 / às 12:23 / 4 anos atrás

Economistas reduzem expectativa para expansão do PIB este ano a 2,24%

Por Camila Moreira

SÃO PAULO, 5 Ago (Reuters) - Economistas de instituições financeiras reduziram as perspectivas para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2013, ao mesmo tempo em que pioraram a projeção para a inflação nos próximos 12 meses.

De acordo com a pesquisa Focus do Banco Central divulgada nesta segunda-feira, após uma pausa os economistas voltaram a reduzir a expectativa para a expansão da economia neste ano, a 2,24 por cento ante 2,28 por cento anteriormente. Para 2014 a projeção foi mantida em 2,60 por cento.

Na última quinta-feira, o IBGE informou que a produção industrial brasileira cresceu 1,9 por cento em junho, acima do esperado. Mas o comportamento irregular da atividade e a falta de confiança afetam o otimismo dos agentes econômicos. No Focus, a expectativa é de crescimento de 2,0 por cento da indústria em 2013.

Em relação à inflação, a projeção para este ano permaneceu em 5,75 por cento, mas para 2014 ela oscilou para baixo 0,01 ponto, a 5,87 por cento. Já a projeção para o IPCA em 12 meses foi elevada a 5,93 por cento, ante 5,83 por cento.

Na semana passada, os indicadores de inflação mostraram alívio, com o Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) desacelerando a alta a 0,26 por cento em julho e o Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) mostrando deflação de 0,17 por cento no período.

Os resultados foram favorecidos, principalmente, pelos preços de Transportes --após a revogação do aumento das tarifas do transporte público em várias capitais, em função dos protestos de junho-- e Alimentação.

As expectativas voltam-se agora para a divulgação na quarta-feira do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) referente a julho. O IPCA-15, que serve como prévia, desacelerou a alta em julho para 0,07 por cento.

SELIC

Os economistas consultados no Focus também mantiveram a projeção de que a Selic, atualmente em 8,5 por cento, encerrará 2013 e 2014 a 9,25 por cento. E seguem esperando novo aumento de 0,5 ponto percentual na taxa básica de juros na reunião de agosto do Comitê de Política Monetária (Copom).

Já o Top 5 de médio prazo, com as instituições que mais acertam as projeções nesse período, aponta que a estimativa para a Selic é de 9,50 por cento tanto para este ano quanto para o próximo, inalterado ante semana anterior.

O Focus mostrou ainda que os economistas deixaram inalterada a expectativa para o dólar no final deste ano a 2,25 reais. Na semana passada, a moeda norte-americana chegou a superar o patamar de 2,30 reais, o que não acontecia em mais de quatro anos, levando o BC a realizar no mesmo dia --quarta-feira-- três leilões de swap cambial tradicional, algo que não fazia desde agosto de 2002.

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