5 de Agosto de 2013 / às 19:14 / em 4 anos

Abiove avalia que área com soja no país ficará estável em 13/14

SÃO PAULO, 5 Ago (Reuters) - A área plantada com soja no Brasil na safra 2013/14 deverá ficar estável ante o recorde de 27,7 milhões de hectares da temporada anterior (2012/13), na avaliação do secretário-geral da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), Fábio Trigueirinho.

Para o executivo, a estabilidade deverá ocorrer em função de preços menores da commodity no mercado internacional e pela manutenção de custos elevados, especialmente gastos com logística.

Na temporada passada, o plantio de soja no Brasil cresceu mais de 10 por cento, impulsionado por preços da soja em patamares recordes, em função de uma quebra de safra nos Estados Unidos, tradicionalmente os maiores produtores globais.

No Brasil, com um tempo favorável e um plantio maior, os produtores colheram um recorde 81,45 milhões de toneladas na temporada 2012/13, segundo o Ministério da Agricultura.

Para a safra 13/14, Trigueirinho avaliou que a produção brasileira deverá ficar entre 80 milhões e 82 milhões de toneladas.

“Agora você vai encontrar um mercado interno ainda com estoques da safra passada. Vai encontrar um mercado externo já abastecido com soja dos EUA... diferente do ano passado”, afirmou Trigueirinho à Reuters, durante um evento da Associação Brasileira do Agronegócio (Abag).

Ao que tudo indica, os EUA deverão colher uma grande safra em 2013, voltando a liderar com folga a produção global de soja --em 12/13, de acordo com números do governo norte-americano, os EUA colheram 82,06 milhões de toneladas.

A nova safra dos EUA é estimada pelo Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) em cerca de 93 milhões de toneladas.

Com essa grande safra norte-americana chegando ao mercado, Trigueirinho avalia que a tendência é de os preços globais recuarem mais até o final de agosto, diante de um cenário climático favorável nos EUA.

“Acho que esse preço ainda vem um pouco para baixo.”

O primeiro vencimento da soja era cotado nesta segunda-feira a cerca de 13,30 dólares por bushel, contra um recorde de quase 18 dólares registrado em setembro de 2012.

Além de os preços estarem mais baixos antes da temporada de plantio no Brasil, em setembro, o executivo da Abiove citou ainda questões relacionadas a custos para explicar uma expectativa de estabilidade na área plantada no Brasil.

“Os custos de logística vão se manter altos”, afirmou, prevendo grandes volumes de soja e milho nos portos e armazéns.

Por Gustavo Bonato

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