5 de Agosto de 2013 / às 22:45 / 4 anos atrás

Lucro da BR Properties cai 85% no 2o tri; vê margens melhores em 2013

RIO DE JANEIRO, 5 Ago (Reuters) - A empresa de investimentos em imóveis comerciais BR Properties prevê melhora das margens em 2013, a despeito da cautela com o cenário macroeconômico, que afetou seus resultados no segundo trimestre.

A companhia informou nesta segunda-feira que teve lucro líquido de 49,8 milhões de reais entre abril e junho, queda de 85 por cento na comparação anual.

O resultado foi impactado pela reavaliação de propriedades, que não têm efeito caixa. No segundo trimestre de 2012, a medida gerou ganho não caixa de 554,5 milhões de reais após a aquisição da One Properties.

“No ano passado, houve uma valorização expressiva, e este ano estamos vendo um mercado não tão pujante”, disse à Reuters o diretor financeiro e de Relações com Investidores da Br Properties, Pedro Daltro.

A receita líquida do trimestre cresceu 48 por cento, a 238,2 milhões de reais. O Ebitda (sigla em inglês para lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado somou 221,2 milhões de reais, alta anual de 52 por cento, disse a empresa.

O Funds From Operations -medida não contábil de geração líquida de caixa utilizada no setor- alcançou 88,8 milhões de reais no trimestre, com elevação anual de 947 por cento. O indicador exclui despesas não caixa e não recorrentes.

No fim de junho último, a BR Properties tinha 123 imóveis no portfólio, entre escritórios, centros de distribuição e imóveis de varejo e empreendimentos em desenvolvimento, com área bruta locável de 2,22 milhões de metros quadrados e taxa de vacância física de 5,5 por cento.

As despesas de vacância subiram 166 por cento na comparação anual, para 3,4 milhões de reais, como resultado de imóveis em processo de locação em São Paulo.

No primeiro semestre, a BR Properties investiu 59,4 milhões de reais e prevê aporte de mais 105,5 milhões de reais até dezembro no desenvolvimento de novas propriedades.

Segundo Daltro, o cenário está menos previsível para a segunda metade do ano, mas ainda acredita em melhora das margens até dezembro.

Em junho, muitas negociações foram postergadas e retomadas em julho, afirmou. “A gente retomou agora no final de julho, início de agosto, mas ainda é cedo para dizer que vamos ter um segundo semestre muito bom ou melhor”, adicionou.

Para o restante do ano, o executivo acredita que a renegociação de dívida pode ajudar a melhorar as margens.

O executivo espera renegociações em torno de 400 milhões a 500 milhões de reais ainda em 2013, “para fazer com que as margens se preservem ou melhorem um pouco”, com a redução das despesas financeiras.

No segundo trimestre, as despesas financeiras líquidas caíram 5 por cento, para 176,2 milhões de reais. (Por Juliana Schincariol; edição de Aluísio Alves)

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