Produção em mercados emergentes encolhe em julho, aponta HSBC

segunda-feira, 5 de agosto de 2013 21:14 BRT
 

LONDRES, 5 Ago (Reuters) - A atividade nas economias emergentes encolheu pela primeira vez em mais de quatro anos em julho, com o impacto principalmente da queda do setor manufatureiro, enquanto que o setor de serviços estagnou, mostrou uma pesquisa nesta segunda-feira.

O estudo destacou a crescente divergência entre a atividade nos países desenvolvidos e nas economias emergentes e lançou dúvidas sobre as perspectivas de uma recuperação econômica global sustentada após a crise financeira.

O Índice de Mercados Emergentes do HSBC para serviços e indústria caiu para 49,4 em julho, ante 50,6 em junho, abaixo da marca de 50 que separa crescimento de contração. Foi a primeira leitura abaixo deste nível desde abril de 2009.

A pesquisa do HSBC coleta dados de gerentes de compras em cerca de 7.500 empresas em 16 mercados emergentes. O índice é calculado usando dados produzidos pela Markit.

"Os mercados emergentes ainda não estão sentindo o impulso da estabilização da demanda nos Estados Unidos, Europa e Japão", disse o co-diretor de pesquisa econômica da Ásia do HSBC, Frederic Neumann.

"O principal risco para os mercados emergentes no momento é que a queda cíclica da indústria e um setor de serviços mais fraco, que acabarão por levar a um mercado de trabalho mais fraco."

A produção recuou nas quatro maiores economias emergentes -- Brasil, China, Rússia e Índia-- na primeira contração ampla desde 2009, de acordo com o HSBC.

Novos negócios também registraram seu primeiro declínio em mais de quatro anos. China, Índia e Brasil criaram menos novos negócios em julho, enquanto que a Rússia registrou o crescimento mais lento em quase três anos.

A taxa de desemprego nos mercados emergentes ficou praticamente inalterada, por ora, enquanto que as pressões inflacionárias perderam força.   Continuação...