AES Tietê tem lucro de R$240,5 mi no 2o tri, com mais energia vendida

quarta-feira, 7 de agosto de 2013 20:44 BRT
 

SÃO PAULO, 7 Ago (Reuters) - A AES Tietê, geradora de energia do grupo AES Brasil, informou nesta quarta-feira que teve alta anual de 4,8 por cento no lucro líquido do segundo trimestre, a 240,5 milhões de reais, em meio a reajuste de preços e maior volume na energia vendida.

O aumento no volume e preço de energia vendida à Eletropaulo, distribuidora de energia do mesmo grupo, elevou a receita líquida da AES Tietê em 8,9 por cento na comparação anual, para 582,7 milhões de reais.

Esse item também afetou positivamento o lucro antes de juros, impostos, amortizações e depreciações (Ebitda, na sigla em inglês), que subiu 4,1 por cento, para 420,8 milhões de reais no período.

O contrato bilateral com a Eletropaulo subiu de 173,7 reais para 182,6 reais por megawatt-hora (MWh). O contrato foi reajustado em julho, para 194,19 reais por MWh. Além disso, a empresa teve um aumento de 355 gigawatt-hora (GWh) no volume de energia vendida por intermédio de outros contratos bilaterais.

A empresa informou ainda que o elevou o portfólio de contratos de energia vendida a clientes no mercado livre para 455 MW médios. Desse total, 288 MW médios foram vendidos para o período após 2015, dos quais 210 MW médios são energia própria da empresa.

A AES Tietê anunciou pagamento de 258,1 milhões de reais em dividendos intermediários a serem pagos aos acionistas em 25 de setembro.

ESTIMATIVA DE CUSTOS

A AES Tietê reduziu a estimativa de gastos com compra de energia no curto prazo para cobrir exposição da empresa relacionada à redução na disponibilidade de geração de energia pelas hidrelétricas (garantia física). A empresa estima custo de 123 milhões a 156 milhões de reais com esse item no ano, versus estimativa anterior de 231 milhões a 441 milhões de reais.

A empresa considera que terá que comprar de 296 GWh a 468 GWh de energia no mercado de curto prazo em 2013 para cobrir essa exposição.

Na estimativa da AES Tiet6e, o rebaixamento médio da garantia física das hidrelétricas pode variar entre 0,7 por cento a 2,4 por cento, com despacho de térmicas entre 10,2 GW a 12 GW em 2013. (Por Anna Flávia Rochas)