Emprego na indústria fica estável em junho, horas pagas cai

sexta-feira, 9 de agosto de 2013 14:25 BRT
 

Por Camila Moreira e Rodrigo Viga Gaier

SÃO PAULO/RIO DE JANEIRO, 9 Ago (Reuters) - O emprego na indústria brasileira ficou estável em junho na comparação com maio, depois de ter registrado em maio a primeira queda mensal do ano, mas indicando que a instabilidade da produção dificulta uma aceleração no ritmo de contratações.

Em maio, o emprego na indústria caiu 0,4 por cento, de acordo com dados revisados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira, após anunciar recuo de 0,5 por cento anteriormente.

Em relação ao mesmo mês de 2012, o total de pessoal ocupado na indústria recuou 0,4 por cento, 21º resultado negativo nesse tipo de comparação.

"O emprego industrial mostra uma estabilidade que já se vê ao longo de 2013, dando conta de um mercado de trabalho ligado à maior instabilidade e volatilidade na produção industrial", disse o economista do IBGE, André Macedo. "Uma produção mais volátil não se traduz em contratações."

Em junho, a produção industrial brasileira avançou 1,9 por cento, anulando a queda vista em maio. Entretanto, o comportamento irregular e a falta de confiança da atividade ainda provocam cautela e impedem uma retomada do otimismo.

"O crescimento na margem da produção não rebate necessariamente em contratações, até porque o mercado de trabalho atua com uma certa defasagem tanto para cima quanto para baixo", acrescentou Macedo.

Segundo o IBGE, na comparação com junho de 2012, o contingente de trabalhadores sofreu redução em nove dos 14 locais pesquisados, sendo o principal impacto negativo da região Nordeste, com queda de 3,5 por cento.

O IBGE também destacou os resultados negativos no Rio Grande do Sul (-2,1 por cento), Bahia (-5,6 por cento) e Pernambuco (-5,9 por cento).   Continuação...

 
Funcionários soldam tubos de cobre na metalúrgica Sociedade Paulista de Tubos Flexíveis em São Paulo. O emprego na indústria brasileira ficou estável em junho na comparação com maio, depois de ter registrado em maio a primeira queda mensal do ano, mas indicando que a instabilidade da produção dificulta uma aceleração no ritmo de contratações. 20/04/2012 REUTERS/Nacho Doce