9 de Agosto de 2013 / às 15:50 / 4 anos atrás

Ibovespa pode ter mudanças na metodologia, diz BM&FBovespa

9 Ago (Reuters) - O Ibovespa, principal índice do mercado de ações brasileiro, pode passar por mudanças em sua metodologia após 45 anos, para refletir melhor a economia brasileira, disse a BM&FBovespa nesta sexta-feira.

A bolsa poderá anunciar mudanças em setembro, disse a jornalistas o presidente-executivo da BM&FBovespa, Edemir Pinto, em coletiva para discutir os resultados do segundo trimestre.

O Ibovespa atualmente é composto por 71 ações, mas o maior peso na carteira é dos setores de commodities e de serviços financeiros. O índice acumula queda de cerca de 20 por cento no ano, afetado em grande parte por fortes perdas de ações ligadas a commodities, como metais e petróleo.

Mudanças estão sendo discutidas com participantes do mercado, disseram Pinto e outros executivos da companhia a jornalistas. Eles não detalharam qualquer mudança potencial no índice, embora Pinto tenha dito que mudanças podem ocorrer nas ponderações, inclusão e exclusão de companhias no índice.

A decisão reforça a crescente pressão de investidores locais e internacionais por um índice que reflita melhor realidade da economia brasileira.

“A preocupação dos investidores tem sido a nossa também”, disse Pinto, referindo-se à estrutura do índice. “É importante que o mercado conte com uma referência confiável, previsível e bem estruturada.”

As possíveis mudanças são debatidas num momento em que a bolsa enfrenta a possível entrada de novos competidores, e pratica uma nova política de preços para reduzir tarifas de negociação e uma economia fraca, com redução dos volumes.

O lucro da BM&FBovespa no segundo trimestre ficou um pouco acima das previsões dos analistas. O lucro líquido atingiu 350,9 milhões de reais, enquanto a expectativa era de 350,5 milhões de reais, segundo cinco analistas consultados pela Thomson Reuters.

Durante o evento realizado nesta sexta-feira, o vice-presidente de produtos, Eduardo Guardia, disse que os volumes de negociação podem cair no terceiro trimestre em relação ao segundo.

Reportagem de Guillermo Parra-Bernal

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