Dificuldades na Steel Americas pairam sobre os negócio da ThyssenKrupp

domingo, 11 de agosto de 2013 14:30 BRT
 

Por Maria Sheahan

FRANKFURT, 11 Ago (Reuters) - É cada vez maior a pressão para que a ThyssenKrupp reforce o seu preocupante balanço, aumentando o capital, enquanto prosseguem conversações sobre a venda de suas siderúrgicas deficitárias nas Américas.

Antes um símbolo do poderio industrial alemão, a ThyssenKrupp vem tentando há mais de um ano passar adiante as fábricas no Brasil e nos Estados Unidos, conhecidas como Steel Americas.

Os resultados trimestrais devem ser divulgados esta semana, mas não parece haver nenhuma solução à vista, apesar da meta da empresa de chegar a um acordo até o final de setembro. Quanto maior a demora, mais os benefícios de qualquer procedimento são diluídos por perdas na Steel Americas. Esses chegaram a mais de meio bilhão de euros somente no primeiro semestre do ano financeiro da ThyssenKrupp.

A ThyssenKrupp enfatizou que ainda tem 8 bilhões de euros em caixa e linhas de crédito não utilizadas, mas analistas dizem que os resultados do terceiro trimestre, a ser divulgados na terça-feira, poderão mostrar que agora a empresa estaria rompendo algumas condições de contratos de empréstimo, o que reduziria ainda mais os fundos disponíveis.

No final de março, a empresa tinha 5,3 bilhões de euros de dívida líquida e seu patrimônio encolhia, o que levou a Moody's a cortar o rating de crédito para o status de "junk" no início deste ano.

A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) é tida como a mais provável compradora da Steel Americas, mas o preço é um ponto de atrito. Analistas estimam que possa ser vendida por tão somente 2,3 bilhões de euros, bem menos do que o valor contábil de 3,4 bilhões de euros.

É provável que o executivo-chefe Heinrich Hiesinger seja pressionado tanto sobre a venda da Steel Américas como as finanças da empresa durante uma teleconferência com analistas na terça-feira à noite.

Ele enfrenta um dilema: até que as siderúrgicas sejam vendidas a empresa vai suar para convencer os investidores a participar de um aumento de capital que deverá totalizar entre 750 milhões e 1 bilhão de euros.   Continuação...