Governo adia leilão do trem-bala até 2014 para ter mais concorrência

segunda-feira, 12 de agosto de 2013 21:41 BRT
 

Por Leonardo Goy

BRASÍLIA, 12 Ago (Reuters) - O governo federal anunciou nesta segunda-feira mais um adiamento, desta vez por pelo menos um ano, do leilão do controverso trem-bala --que ligará Campinas, São Paulo e Rio de Janeiro --, para evitar que o processo tivesse apenas um concorrente.

O adiamento ocorre em meio a denúncias de irregularidades em licitações do metrô em São Paulo e o Distrito Federal envolvendo prováveis empresas interessadas no trem-bala e também a um clamor nas grandes cidades por melhora da mobilidade urbana.

O novo adiamento, segundo o ministro dos Transportes, César Borges, foi motivada pelo interesse do governo em trazer mais concorrentes e não pelas denúncias.

"O que nós estamos fazendo é um adiamento e não um cancelamento", disse o ministro César Borges a jornalistas nesta segunda-feira.

Segundo ele, apesar do adiamento e de não haver uma data certa para o leilão, está mantida a previsão de que o trem-bala entrará em funcionamento até 2020.

Na semana passada, o governo recebeu manifestações dos consórcios alemão, liderado pela Siemens, e espanhol, que tem entre seus sócios a Talgo e a estatal Renfe, de que entrariam na disputa se tivessem mais prazo.

Se o governo não atendesse ao pleito e mantivesse o cronograma, que previa a entrega das propostas no dia 16 de agosto e o leilão no dia 19 de setembro, apenas o consórcio francês, liderado pela Alstom, entraria no certame.

O presidente da Empresa de Planejamento e Logística (EPL), Bernardo Figueiredo, disse que, com o prazo adicional, é possível que empresas do Japão e Coreia do Sul, que no passado estavam entre os interessados, voltem para o processo.   Continuação...